
O esforço de pesquisa na área dos supercondutores geralmente focaliza os materiais de que se fazem as cerâmicas ou compostos metálicos para conduzir eletricidade sem perdas a temperaturas cada vez mais altas. Há, no entanto, quem busque outros caminhos. Há pouco, pesquisadores americanos anunciaram um novo processo de criação de material supercondutor. Usando uma técnica de oxidação, o processo associa as partes metálicas da cerâmica a um metal nobre, como a prata. O método, explica Vander Sande, um de seus inventores, "promove o casamento das propriedades elétricas das cerâmicas com as propriedades mecânicas do metal". O resultado é um material mais maleável, que não esfarela, e por isso mesmo pode tomar a forma de películas, fios, fitas e cabos. O processo, aparentemente, não proporciona nenhum ganho em matéria de temperatura - obter a super-condutividade à temperatura ambiente continua sendo ainda o santo graal dos pesquisadores.