
Ao escavarem 255 metros, cientistas americanos descobriram, na Carolina do Sul, 3 500 microorganismos que talvez tenham sido contemporâneos dos dinossauros. Foi uma dupla surpresa. Primeiro, não esperavam achar vida abaixo de 15 metros de profundidade, onde nem existem mais raízes. Segundo, entre os protozoários, fungos, vírus e bactérias encontrados, apenas duas espécies eram conhecidas.
Não se descarta a possibilidade de se tratar de novos germes, mas, como a maioria estava em camadas que datam de 70 milhões de anos, supõe-se que essa seja a sua idade, o que será confirmado pela observação de eventuais mutações de suas moléculas de DNA.
Testes em animais, por outro lado, indicam que os microorganismos parecem não causar doenças. Os ecologistas também se interessaram pelos germes recém descobertos, já que alguns deles se revelaram capazes de transformar dejetos tóxicos em substâncias inofensivas à natureza; assim, pode ser que sirvam para limpar os lençóis de água subterrâneos contaminados pelo lixo industrial.