
É uma festa. Nesta edição de aniversário, em vez de cartas, resolvemos publicar depoimentos. Os dez brasileiros que você vai conhecer agora estão com a SUPER há muito tempo. Aqui eles representam os 4 500 assinantes que recebem a SUPER em casa todo mês, desde o primeiro ano da revista.
, A natureza na cabeça e a SUPER na mão
Sou a maior fã da revista. Como farmacêutica, recebo um monte de publicações. Mas a SUPER está sempre em primeiro lugar. Guardo todos os exemplares, desde o número 1. Tenho netos e espero que eles venham a aproveitá-los um dia. Todos os assuntos publicados me interessam, da Astronomia à História. Leio cada palavrinha, da primeira até a última página. Quando termino, releio os artigos que mais me chamaram a atenção. Depois, discuto com meus amigos os pontos interessantes. Acho que eu e a SUPER temos o mesmo espírito de aventura e investigação. Por isso, essa paixão é tão grande. Com os meus 58 anos, sou uma eterna amante da natureza e procuro sempre estar junto dela. Pratico canoagem, trilha e exploração de cavernas. Dentro de alguns meses vou começar uma pesquisa científica com insetos. Este é meu segredo: estar aprendendo sempre e olhando tudo, da natureza à SUPER, com olhos especiais.
Eleise Lourenço Rodrigues, Guarapari, ES
, Uma ajuda no colégio e na universidade
Até hoje me lembro da primeira vez que levei um exemplar da SUPER para a escola. Eu estava na primeira série colegial.
Naquela época, a gente estudava a origem do homem. Era a revista de setembro de 1988 e a professora de Biologia adorou. Ela repassou para a toda turma. Desde então, a SUPER faz parte de minha história acadêmica. Hoje tenho 24 anos e posso dizer que leio a SUPER por prazer.
É gostoso ver as mudanças que ocorreram nestes dez anos. Acho que a revista se tornou mais leve, abandonou aquele ar pesadão. Os textos estão mais ágeis e fáceis de ler. Gosto principalmente das reportagens da minha área, que é a Física. Sei que elas são feitas por profissionais competentes. Eles sabem bem o que estão escrevendo.
Rafael Scapin , Descalvado, SP
, Pesquisa em casa para os sobrinhos
Eu já conhecia a PM (revista alemã fundada em 1978 e que deu origem ao grupo internacional ao qual pertence a SUPER). Minha mãe é alemã e achava aconselhável que eu praticasse o seu idioma. Quando vi que estava surgindo uma publicação como a PM no Brasil, fiz questão de me tornar assinante. Foi então que comecei a acompanhar o desenrolar de vários assuntos, como o Projeto Genoma.
Hoje com 35 anos, sou casada, tenho um filho de 4 anos e me formei em Engenharia Civil. Mas acho uma delícia ler textos que não têm a ver com a minha profissão, como os das seções Supernotícias, Superintrigante e Dito & Feito. Eu faço questão de guardar toda a coleção. Por isso, a minha cunhada até brinca comigo. Diz que, em vez de mandar os filhos dela para uma biblioteca, ela vai mandá-los fazer pesquisas aqui em casa.
Cláudia Patrícia Bauer, São Paulo, SP
, O astronauta que ficou com os pés no chão
Como a maioria dos garotos, meu sonho era ser astronauta. Não perdi 1 segundo sequer das imagens que mostraram o homem chegando à Lua, em 1969. Isso aconteceu quando eu estava com apenas 7 anos e me lembro de que fiquei acordado até tarde para ver as cenas pela TV. Quando houve a explosão da Challenger achei que a Astronáutica iria perder a força. Foi a SUPER que levantou meu astral novamente. Minha animação voltou quando vi a capa da edição de agosto de 1988, anunciando o retorno à corrida espacial. Era sobre um ônibus espacial da Nasa.
Passei a ler a revista todos os meses e corri como um louco atrás das edições que me faltavam. Hoje tenho 35 anos e a SUPER é o nosso xodó. A primeira a ler é minha mãe, dona Conceição. Ela adora. Depois, leio eu e então passo a revista para o Luís Guilherme, meu filho que tem 6 anos e já se interessa pela SUPER.
Eduardo Ventura , Belo Horizonte, MG
, O que só a SUPER pode explicar
Sempre procurei uma publicação que falasse dos temas do dia-a-dia de uma forma especial. Quanto vi o número zero da revista percebi que ela seria diferente das que já existiam. O próprio título já prometia isso. E olha, nunca fui cientista, nos meus 32 anos de vida jamais trabalhei em meios científicos, mas tenho um excelente motivo para ser leitor da SUPER: prazer.
Prefiro os artigos mais próximos da minha realidade, é verdade. Não gosto muito de Astronomia porque são fatos muito distantes, eu me sinto incapaz de fazer algo em relação a eles. Já os artigos de Medicina, por exemplo, servem como alerta e ajudam a me prevenir contra algumas doenças. Novas tecnologias também são o máximo. Gosto de saber que aparelhos estarei usando amanhã.
Tarcísio Tambosi, Joinville, SC
, Saúde não é só o que interessa
Leio a SUPER desde o seu lançamento, em 1987. Sou biomédico e professor universitário da área de Saúde. A revista é uma grande fonte de informações complementares. Atualmente estou com 41 anos, mas dou aulas desde os 28, e a SUPER é perfeita quando preciso de informações simples, exemplos do cotidiano. Uma das melhores reportagens que já li foi Aids a 1% da cura (número 10, ano 10).
Mas não me interesso somente por Medicina. Sou eclético. Por isso não leio só os assuntos da minha área. Estou sempre atento à corrida espacial. Dou uma atenção especial à seção Universo e às reportagens de Astronomia.
Alberto Beganskas, Diadema, SP
, Leitura garantida para toda a família
Vi a revista pela primeira vez na casa do meu tio, quando tinha 14 anos. De cara, gostei. Como era meu aniversário, minha avó decidiu me dar uma assinatura de presente. Não perdi nenhum número desde então. As revistas estão todas lá no meu quarto, empilhadinhas. Hoje tenho 22 anos e acabei de me formar técnico em mecânica. Durante o curso, a revista me ajudou muito. E vai continuar ajudando agora que estou me preparando para a faculdade de Engenharia Mecânica.
Mas, em casa, a disputa pela SUPER é grande. Meu irmão Juliano, de 14 anos, é o primeiro a lê-la. Depois, ainda tenho que dividi-la com a Dayane, a mais velha. Até minha mãe dá uma olhada. E não é difícil entender por que ela desperta tanto interesse. Desde que a conheci, só melhorou.
Rodrigo Rovigatti, Curitiba, PR
, Tudo muda e a SUPER acompanha
Eu e o João Henrique, meu marido, assinávamos a Veja e certo dia, dentro dela, encontramos um anúncio falando sobre o lançamento da SUPER. Ficamos interessados e não paramos de ler a revista até hoje. Mas de lá para cá as coisas mudaram muito. No começo era simples distração. Hoje, com 34 anos, sou formada em Pedagogia e uso muitas das suas reportagens em sala de aula. A matéria O navegador dos Lusíadas (SUPER número 7, ano 11) foi utilíssima. Para o João Henrique, a revista continua sendo lazer. Ele curte a leitura de tudo, do Sumário ao Dito & Feito, nas páginas finais.
O melhor é o inusitado de algumas informações. Por isso leio primeiro a seção Superintrigante. São questões sobre as quais eu nunca tinha parado para pensar. Até meu filho Marcus Vinícius, de apenas 7 anos, já se interessa. Ele é o primeiro a folhear a SUPER quando ela chega. Acho que também será um leitor fiel.
Vanja de Abreu, Campo Grande, MS
, Direto do banco para a biblioteca
Há dez anos, passei em frente a uma banca e vi a SUPER exposta. Fiquei louca de curiosidade, mas naquela hora não deu tempo de comprar porque eu estava atrasada para o trabalho. Na época eu era bancária, e um cliente foi buscá-la para mim. Não consegui tirar os olhos e fiz a assinatura no dia seguinte. Percebi que realmente a SUPER fazia jus ao seu nome. Interessante é pouco para ela.
Tenho 36 anos e me formei em Letras, mas sou apaixonada também por Ciências e História. Trabalho no Museu Municipal, onde cuido da biblioteca e organizo exposições. É uma correria louca. Mas sempre reservo um tempo para ler a SUPER inteira. As Supernotícias em primeiro lugar. Por isso gosto tanto da revista. São textos dinâmicos, não muito extensos, mas recheados de informação. Eu fico atualizada de um jeito rápido e gostoso.
Mirian Machado Ritzel, Cachoeira do Sul, RS
, A Lua e o beijo sempre na memória
Quando vi a revista pela primeira vez, confesso que me assustei um pouco. Achei que era pura Física. Mas, no terceiro número, quando apareceu um dinossauro na capa, fiquei encantado e não passei um mês sem ler a SUPER. De lá para cá, aprendi muita coisa, até a curtir Astronomia. À noite, quando estou com a Patrícia, minha noiva, olho para a Lua e comento tudo o que se passa no universo, graças ao mapa do céu. E por falar em namoro, nunca me esquecerei da matéria A imagem do amor (número 1, ano 2) e das trocas que acontecem durante o beijo. Lembro-me, inclusive, de que usaram as informações da reportagem em uma novela da TV.
Mas a revista não está presente só em momentos de romantismo. Creio que a ciência faz parte de tudo em nossa vida. Com meus 25 anos, sou muito observador e analiso tudo o que está à minha volta.
Dionísio P. Lisboa, Salvador, BA