
Esta edição da SUPER traz para você uma expedição por dois brasis. Enquanto uma parte da redação se embrenhou pelo interior de São Paulo para entender a magia dos rodeios, outra visitava Minas Gerais para compreender a sofisticada arte que começou a ser produzida por lá trezentos anos atrás. Depois de quatro meses de trabalho, 1 008 fotos, 45 pinturas eletrônicas, trinta entrevistas e uma fuga em desabalada carreira de um touro bravo em Barretos (SP), o Diretor de Arte, Alceu Chiesorin Nunes, o infografista Luiz Iria e as repórteres Ivonete Lucírio e Gabriela Aguerre descobriram que o rodeio é bem mais do que um fenômeno de importação recente. Apesar de reunir multidões apaixonadas pelo jeito americano de ser, essa festa já possui um inequívoco acento caipira. Essa é a graça do esporte que você vai conhecer em detalhes em Montado na Fúria, a partir da página 48: mal chegou e já está sendo integrado ao grande caldeirão que é a cultura brasileira.
Na outra ponta da linha do tempo, a Editora Especial Lúcia Helena de Oliveira, numa de suas últimas missões na SUPER antes de ser promovida a Diretora de Redação da revista SAÚDE, fez uma extensa reportagem sobre uma importação antiga tão velha que virou patrimônio nacional: a arte barroca. Lúcia, uma jornalista com alma de repórter, mais o fotógrafo Eugênio Sávio, em Ouro Preto, e o jornalista Fernando Valeika de Barros, em Lisboa, vasculharam a trajetória no Brasil do estilo criado pela Igreja Católica para combater o protestantismo na Europa. Em junho, o Editor Sênior Ricardo Arnt começou a montar as peças do vasto quebra-cabeça de anjinhos mulatos e profetas em pedra-sabão. Arnt conversou com sete críticos e historiadores da Arte para arrematar o belo painel que você vai encontrar em O renascimento do barroco (página 30). Agora é a sua vez de aproveitar essas deslumbrantes misturas entre o forasteiro e o feito em casa que caracterizam este país.