
Em outubro, a reportagem mais comentada foi Café, por favor. As tendências futuristas de alguns aparelhos usados no dia-a-dia esquentaram o desejo do leitor da SUPER de estar sempre à frente. Muitos ligaram para pedir informações sobre os produtos apresentados. Eles queriam trocar geringonças velhas por novidades que estão sendo projetadas. No entanto, mesmo com toda essa ansiedade, diversos leitores manifestaram preocupação com a proliferação de tecnologias e os efeitos da substituição do homem pela máquina. Para nós, essa dupla reação reitera a importância de contar o que há de novo por aí e, ao mesmo tempo, estar alerta para os problemas sociais decorrentes do avanço do conhecimento.
oleitoresuper@abril.com.br
No mês de outubro, 7 445 leitores responderam por carta e e-mail à pergunta: Você acha que deve haver uma limitação do número de filhos por casal?
Sim
6 515 (87,5%)
Deve haver uma limitação. Senão a superpopulação esgotará todos os recursos naturais e ambientais de nosso planeta.
Eduardo de Araújo, São Caetano do Sul, SP
O controle é fundamental para o desenvolvimento, para poder oferecer a todos habitação, educação, lazer, alimentação e formar cidadãos.
Regiane Buralho Santos, Itabuna, BA
Não
930 (12,5%)
Tudo o que é autoritário é prejudicial. O que é necessário é popularizar informações e condições humanas para os menos privilegiados.
Maria Aparecida Andery, Belo Horizonte, MG
Desde que haja consciência da paternidade, recursos financeiros e condições básicas, deve prevalecer a liberdade e a vontade de cada casal.
Leila Nivea Bruzzi, Niterói, RJ
No mês de outubro recebemos:2 849 e-mails
1 832 telefonemas
622 cartas
Veja abaixo as reportagens mais comentadas:
Café, por favor ........................... 22
Um Big Bang em Nova York ................... 15
Os super-ratos ............................. 11
Ache os 6 000 000 000 ...................... 10
Oásis de múmias ............................ 6
Dama das Américas .......................... 6
Para poucos
Com a reportagem Café, por favor (número 10, ano 13) a SUPER mais uma vez nos conduziu ao mundo mirabolante da alta tecnologia, presente em nossos sonhos. Infelizmente, em um país como o Brasil, essa modernidade não será para a maioria.
Virgínia Reis, Uberlândia, MG
Sem emprego
Acho que os computadores de voz e aparelhos inteligentes vão tirar emprego de muita gente. Será que o século XXI vai ser o século do desemprego?
Cláudio Apolônio de Matos, Diadema, SP
Arcaico
Ao saber das novidades tecnológicas, me senti completamente ultrapassado. Acredito que, no futuro, meus filhos vão achar engraçado quando eu contar que precisava apertar os botões do teclado para digitar textos.
Thiago Ferreira da Silva, Recife, PE
Sedentário
É impressionante ver como as máquinas estão ficando cada vez mais inteligentes. Entretanto, há uma questão que vale a pena ser pensada: será que essa modernidade não vai deixar todos nós muito sedentários?
Bruno H. do Nascimento, Caicó, RN
Concorrência
Os benefícios que a tecnologia oferece ao homem, sem dúvida, facilitam sua vida. Mas algumas máquinas já estão substituindo pessoas no trabalho e marginalizando aqueles que não podem concorrer com elas.
Sulamita M. Da Silva, Anápolis, GO
Suprimentos
Muito criativa a reportagem Ache os 6 000 000 000 (número 10, ano 13) sobre a explosão demográfica. Mas faltou comparar os dados sobre fome e quantidade de alimento no mundo.
Carlos Alberto Vizard, Teresina, PI
Matemática
Partindo do ponto de vista matemático, somos 6 bilhões de habitantes, isso equivale a uma massa total de cerca de 200 milhões de toneladas de humanos, nutridos ou não, crescidos ou não. Para manter essa massa bruta ativa, são necessários 3 milhões de toneladas de hidrocarbonetos e sais minerais e 9 bilhões de litros de água quase potável por dia. É possível continuar crescendo como estamos? Haja carbono e haja água doce!
Kei Yokota, Piedade, SP
Educação sexual
Já passou da hora da população começar a pensar no mundo de maneira coletiva, pois a produção de alimentos cresce numa progressão aritmética e o número de habitantes aumenta geometricamente. Necessitamos de educação sexual nas escolas e centros comunitários para que as pessoas aprendam a usar métodos contraceptivos com eficácia.
Edu Marrochio, Andradina, SP
Precariedade
É maravilhoso ver o ser humano se reproduzir e expandir seus costumes, porém é vergonhoso saber que a qualidade de vida é cada vez mais precária, devido à enorme quantidade de pessoas lutando pelos mesmos objetivos: sobrevivência e poder.
Poliana Andreza Martins, Lagoa Seca, PB
Depois de antever o futuro digital, muitos leitores entraram em contato conosco solicitando endereços eletrônicos das empresas que produzem os aparelhos mostrados. Para quem quer saber mais, a dica é visitar os seguintes sites:
http://www.seiko-usa-cpd.com/
Home page da Quicktionary, a caneta tradutora.
http://www.br.ibm.com/
Página que mostra o Via voice, programa da IBM.
http://www.nokia.com
Site da Nokia com informações sobre celulares ultramodernos.
http://www.sharp-usa.com/products/telmail/
Página da Sharp que mostra o Telmail, o e-mail de bolso.
Basta imaginarmos um plano composto pelo telhado, a laje e as paredes laterais (a que está entre o telhado e a laje e aquela onde está a TV). Repare que a distância AB é a hipotenusa de um triângulo retângulo cujos catetos medem, respectivamente, 12 e 9 metros, logoAB2 = 122 + 92 = 144 + 81 = 225
AB = 225 = 15
Resposta: o cabo deve ter 15 metros.
PULGANa página 10 (número 10, ano 13), chamamos a pulga-d´água de inseto. Na realidade, ela é um artrópode, ao contrário da pulga doméstica, que realmente é inseto.
FORMIGA
O nome científico da formiga cuja foto aparece na página 95 (número 10, ano 13) é Gigantiops destructor. Escrevemos Gigantiops destruidora.
COXA
O músculo soleus fica na parte posterior da perna e não na coxa, como está escrito na página 17 (número 10, ano 13). A ilustração está correta.
PUZZLE
Duas pedras de dominó estão repetidas no puzzle da página 82 (número 10, ano 13) a 3 e 5 e a 4 e 6. Além disso, ficaram faltando o duplo 4 e o duplo 5.
UNESP
O paleontólogo Reinaldo Bertini é pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp), não da Universidade Federal Paulista, como saiu publicado na página 22 (número 10, ano 13).
Apocalipse
Fiquei chocado ao ler Um Big Bang em Nova York (número 10, ano 13) ante a possibilidade de ver tudo o que existe desaparecer. O que estão fazendo? Brincando de ser Deus? O assunto merece mais debate, pois é algo que tem que ser impedido a todo custo. É necessário criar um movimento mundial contra essa absurda experiência.
Nilton Dias, Florianópolis, SC
Perigo
Na minha opinião, os cientistas americanos deveriam pensar um pouco no que eles estão fazendo. Transformar o Universo em partículas só para conseguir um novo tipo de próton é uma verdadeira falta de raciocínio.
Thalles da Costa Pereira, Itamaraju, BA
Ambição
A experiência do Laboratório de Brookhaven e o Projeto Genoma são os programas mais ambiciosos da história da humanidade. Suspendê-los, mesmo com os riscos, é uma tolice e uma perda incalculável para a ciência.
Sergio Fernando dos Santos, Limeira, SP
Sopinha
A experiência é assustadora. Como se já não bastasse a crença de que o mundo vai acabar, agora teremos que conviver com o derretimento da Terra também? Se a tendência for essa, acho que é melhor pegar uma colher e aproveitar essa sopa de planeta. Depois, não vai sobrar nada.
Ariane , Itanhaém, SP
Previsões
Talvez Nostradamus tenha errado por pouco quando previu que o mundo acabaria em agosto deste ano. Ao saber da experiência realizada no Laboratório Nacional de Brookhaven fiquei assustado e mais convicto de que será o próprio homem quem irá destruir o planeta.
Euraldo Ribeiro Júnior, Mucugê, BA
Marcas
Adorei a reportagem Oásis de múmias (número 10, ano 13). É fascinante ver como os gregos e romanos deixaram marcas na história, nos costumes e nas tradições de um povo magnífico como os egípcios.
Felipe Teloken, Sarandi, RS
Técnica
Gostaria de saber qual técnica era utilizada pelos egípcios para embalsamar múmias como aquelas mostradas na reportagem Oásis de múmias.
Sueli Aparecida , Correa Carolli, Altinópolis, SP
O egiptólogo Antonio Brancaglion, da Universidade de São Paulo, responde:
O tratamento variava, mas havia alguns procedimentos básicos. O primeiro passo era retirar o cérebro e as vísceras. Órgãos como o coração, estômago, intestino e fígado passavam por secagem com sal e depois de limpos eram recolocados no cadáver. O corpo era estufado com sachês de sal. Depois de seco, removia-se a substância e limpava-se o cadáver com vinho de tâmaras e óleos aromáticos. No final, enfiavam-se panos de linho no morto, para ele não ficar murcho. A múmia era enfaixada com bandagens de linho, recebia uma máscara mortuária e era encerrada no sarcófago.
Variedade
Adorei a reportagem Dama das Américas (número 10, ano 13) e de saber sobre a variedade de bromélias que existem no Brasil. Apesar de a Mata Atlântica estar quase toda destruída, ainda há enorme quantidade dessa planta extraordinária por aqui.
Luciane Zulian, Curitibanos, SC
Adaptação
As fotos da reportagem estavam ótimas. Aprendi que as bromélias se adaptam tanto em climas quentes, como aqui no Nordeste, quanto em regiões mais frias, como no sul do país.
Paulo Luciano, Caruaru, PE
Ilustrações
Geniais os desenhos de Fernando Gonzalez mostrados na reportagem Os super-ratos (número 10, ano 13). Foi gratificante ver o trabalho desse artista ilustrando o texto sobre ratos de laboratório com humor e irreverência.
Cláudio Vicentin, São Bernardo do Campo, SP
Experiências
Sem dúvida os roedores continuarão por muito tempo sendo o melhor instrumento em laboratórios. Principalmente quando se trata de doenças que atacam os homens. Eu trabalho com pesquisa e sei o quanto eles são úteis.
Miriam Macre, São Paulo, SP
Walkilda Soriano Soares nos enviou essa foto de pinturas rupestres, da região de Encantado, no município de Gentio do Ouro, norte da Bahia. Ela está preocupada com as depredações que estão ocorrendo por lá. Trata-se de um lugar belíssimo e eu não gostaria que fosse destruído diz. Segundo ela, alguns turistas estão sujando o local.
Cubatão protesta
A reportagem Ave rubra, publicada na edição de setembro, não retrata com fidelidade a atual situação dos 550 guarás de Cubatão. A multiplicação das aves não está ocorrendo por acaso, e sim como resultado da transformação ocorrida nos últimos quinze anos, quando o município deixou de ser conhecido como Vale da Morte para ostentar o título de cidade-símbolo da Ecologia. Deixar de traçar um paralelo real entre o passado e o presente pode diminuir e até frear o ritmo desse processo.
Marivaldo Rosa de Oliveira, Gerente de Comunicação , Prefeitura de Cubatão, SP
De acordo com Maria da Penha Alencar, gerente da agência de Cubatão da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), a multiplicação dos guarás está realmente ligada ao programa de descontaminação do mangue e de despoluição da região. "Quase todas as indústrias já tratam os seus efluentes. Isso tornou o ambiente favorável à multiplicação das aves", afirma. Mas é importante salientar que os guarás voltaram à região em 1984, um ano antes do início do programa de despoluição. Por isso, pode não haver uma relação direta entre o ressurgimento das aves e o controle ambiental. No entanto, sua multiplicação, a SUPER reconhece, foi conseqüência inequívoca da melhoria da qualidade da água e do ar na região.
Invasor
A reportagem O primeiro bandeirante (número 10, ano 13) mostrou que Aleixo Garcia foi o primeiro larápio europeu a invadir o império Inca.
Leandro Zelesio Adriano, Palhoça, SC
Robôs
Ao ler Eles vão fundo (número 10, ano 13) e saber sobre os robôs inventados por brasileiros, fiquei muito feliz. Parabenizo a Petrobrás pelos investimentos em pesquisas e os técnicos pelo talento e esforço.
Eneida Melo, via Internet
1. Fio da meadaBastariam quatro segmentos, como mostra a ilustração.
2. Tira e bota
Cada linha horizontal da figura abaixo mostra uma etapa da solução.