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Superinteressante edição 177
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A conta do computador

Empresas de tecnologia apostam na capacidade das redes de, em breve, fornecerem a capacidade de cálculo das milhões de máquinas espalhadas pelo planeta.

 

A capacidade de processamento dos computadores poderá se tornar um serviço como água, luz ou gás. As grandes empresas de tecnologia estão apostando que, assim como a internet traz hoje informações de qualquer lugar, as redes também fornecerão, em breve, a capacidade de cálculo das milhões de máquinas espalhadas pelo planeta. Bastará conectar seu computador e será possível rodar qualquer programa com a velocidade que você quiser.

Essa novidade será mais um passo do que hoje se conhece por grid - redes em que computadores diversos processam o mesmo trabalho, como se fossem um só aparelho. "São sistemas que identificam quais máquinas estão ociosas e direciona o trabalho para elas", afirma Edouard Kutchukian, engenheiro da Sun Microssystems. A idéia existe desde os anos 80 mas, até agora, os grids foram usados com fins científicos. Instituições como a Nasa e a Universidade de Durham, Inglaterra, juntam centenas de computadores para processar imagens de satélite, o movimento de massas de ar ou a interação entre genes, pesquisas que requerem muito poder de cálculo. Uma empresa de biotecnologia faz os computadores de escritório ajudarem, durante a noite, as máquinas que processam dados.

A idéia já começou a se espalhar. A Butterfly, uma empresa de games online, criou, no mês passado, uma rede de servidores para unir infinitos usuários num jogo. Segundo especialistas, quando forem resolvidos problemas como custo e segurança, surgirá um mercado mundial de processamento - e você poderá vender o tempo ocioso do seu computador. "Está acontecendo muito rápido. Em alguns anos, uma simples tomada lhe dará o poder de cálculo de supercomputador", afirma Fábio Gandour, diretor de Novos Negócios da IBM. Daí a preocupação será pagar a "conta do chip" no final do mês.

 

 

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