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Beleza interior

As árvores brasileiras dão um show, seja na floresta, seja no microscópio

Rafael Kenski

 

Detalhes da madeira

Aí à esquerda está um tapiá, uma árvore comum na região entre Minas Gerais e o Rio Grande do Sul. O padrão psicodélico que aparece em volta também é um taipá, mas cortado em uma lasca com décimos de milímetro de espessura e visto com um aumento de 200 vezes, o suficiente para mostrar os vasos e células que compõem a planta

 

Dentro da planta

A madeira de árvores como esse cedro tem três tipos de célula. As bolinhas vermelhas à direita são as de preenchimento, responsáveis pela transformação de nutrientes em energia. Há também as condutoras, que formam os buracos na foto à esquerda, que são os vasos por onde passa a seiva carregando os nutrientes da árvore. As demais são as células de sustentação, que, como diz o nome, são as que deixam a planta de pé

 

Natureza quase morta

Não se assuste, mas nenhuma dessas células está viva. Elas são da parte interna do tronco, que não tem nenhuma função. "A única parte viva da árvore é a externa, embaixo da casca", diz a bióloga Oriana Fávero, do Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. A camada ativa se repõe o tempo todo, engrossando o tronco e formamdo árvores como esse pinho-do-paraná

 

Dois lados da árvore

Este dois padrões de células são do pau-brasil. A diferença entre eles é o tipo de corte e o corante que os cientistas usam. A de cima é uma visão transversal da madeira, feita na direção em que um lenhador cortaria o tronco. A outra é longitudinal, ou seja, de cima para baixo. As bolas que estão no alto - assim como os tubos da foto de baixo - são os vasos condutores da árvore

 

 

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