Ir para conteúdo | Ir para menu do site | Ir para home do site

Supercult

Superinteressante edição 198
Edição anteriormar 2004 Edição posterior
Receba as atualizações da Super em seu RSSRSS
Outras matérias

Livros de Bolso

Uma boa impressão

Haroldo Ceravolo Sereza

 

Já se disse que na pintura de Paul Cézanne (1839-1906) nada é invenção, tudo é pesquisa. O que parece uma contradição quando se conhecem alguns de seus quadros – como seu auto-retrato, parcialmente reproduzido na capa do livro O Paraíso de Cézanne, do agitador intelectual francês Philippe Sollers –, mas que se revela uma verdade profunda quando se tem a chance de deter-se na análise de sua obra. Cézanne é um dos pintores que redefiniram a pintura no final do século 19, na França, e pode ser classificado como um dos maiores pintores impressionistas, acima do popular Monet – ou, no mínimo, ombreado a ele.

Sollers promove um pesado jogo de provocação com o leitor neste perfil apaixonado do pintor provençal. "Não é proibido olhar de vez em quando o Baptême du Christ de Piero della Francesca e o Grand Baigner de Cézanne. Se você não percebe o que pretendo dizer, não posso fazer muita coisa para ajudá-lo." Não é preciso se assustar com Sollers, que está longe de ser genial como Cézanne, mas cujo estilo permite perdoar a arrogância.

O livro integra uma interessante coleção, que inclui Van Gogh por Antonin Artaud e Rembrandt por Jean Genet, todos traduzidos pelo poeta Ferreira Gullar.

 

 

Capa de Super 254 Leia a Super 254
Publicidade
Anuncie
topo
Superinteressante

[1987 - 2008] Editora Abril S.A.

Todos os direitos reservados.