Ir para conteúdo | Ir para menu do site | Ir para home do site

Superzoom

Superinteressante edição 199
Edição anteriorabr 2004 Edição posterior
Receba as atualizações da Super em seu RSSRSS
Outras matérias

 

É pura ilusão

A ciência desenvolve imagens que confundem nosso cérebro e enchem nossos olhos

Elisa Menezes

 

Roda, roda, roda

Não, você não bebeu. Apesar de ser apenas uma página de revista, esses círculos parecem não parar de girar. Quando fixamos o olhar em um ponto, nossa visão periférica interpreta o contraste entre as cores claras e escuras como movimento. Assim, mesmo que você se concentre em um dos círculos, o resto da imagem estará rodopiando.

 

Viagem pela imagem

Hipnotizado pela espiral acima? Mas... que espiral? Na verdade, o que você está vendo são círculos, cada um com um diâmetro. É só tampar metade da figura que o efeito diminui. O que engana nessa imagem são as curvas tortas por trás das circunferências – um efeito tão poderoso que algumas pessoas se confundem mesmo quando tentam seguir o círculo com o dedo

 

Toca aqui

Fixe seus olhos entre as duas mãos da célebre pintura da Capela Sistina, feita por Michelangelo. Aproxime a revista do rosto e os dedos de Deus e de Adão irão se tocar. O milagre acontece porque os olhos têm dificuldade em focalizar o espaço vazio entre as mãos e, por isso, buscam o objeto mais próximo do ponto que você estiver olhando (no caso, os dedos da esquerda e da direita)

 

Xadrez doidão

Acredite: este tabuleiro não é torto. As linhas que aparecem aí são perfeitamente retas e paralelas. Se não acredita, pegue uma régua e confira. O que distorce a imagem é a bagunça gerada pelos quadrados pretos com pedacinhos brancos. Nosso cérebro olha para esse caos e, na tentativa de achar um sentido, acaba entortando as linhas

 

Balanço das ondas

Estas curvas também foram feitas apenas com linhas retas. Mas aqui existe um truque extra: as ondas parecem se mexer. O segredo é que todas as partes da imagem são parecidas e, quando movemos o olho, elas estimulam lugares diferentes da retina. Assim, a mesma onda se forma em várias áreas do nosso campo visual – e a interpretação que nosso cérebro tira disso é que elas estão se movendo.

 

Dois em um

Na figura ao lado estão um gato e um rato e, acima, um par de automóveis – as rodas de um são os faróis do outro. Nosso sistema visual interpreta as imagens de acordo com o contorno que damos a elas. Como aqui existe uma imagem dentro da outra, a figura que aparece depende de você se concentrar no todo ou focalizar apenas um detalhe

 

Cadê a bola?

Concentre-se na figura acima e verá um monte de circunferências, cada uma desaparecendo logo depois que você olha para ela. O cérebro quer achar um padrão onde, na verdade, existe um emaranhado de linhas escondendo vários círculos. O resultado é que nossos olhos não conseguem se fixar em uma só imagem e ficam brincando de esconde-esconde com as bolinhas

 

Furacão colorido

Se você mexer a revista verá que do centro da figura sai uma mancha vermelha e preta que gira rapidamente. Esta é uma das muitas ilusões que os cientistas ainda não conseguiram explicar, assim como eles não sabem dizer por que muitas pessoas com visão perfeita não conseguem ver ilusão nenhuma. Portanto, não se assuste se você não conseguiu ver nada de especial nestas páginas

 

Além da linha laranja

Qual das linhas laranjas é a maior? Errou. São iguais. Seu cérebro sabe que um objeto distante é maior do que parece e, para compensar, aumenta a imagem. Além disso, a da frente forma, com as linhas horizontais, ângulos fechados, e a do fundo, ângulos abertos. Isso acentua a impressão

 

Furo na revista

Chacoalhe um pouco a revista e veja o quadrado no centro da figura se mover de forma independente do resto do desenho. O truque é que, no quadro do meio, as linhas estão na direção inversa do resto do desenho, o que confunde nosso olho. Isso faz ele se mover de forma involuntária e enxergar cada parte da figura de forma independente, causando um efeito tridimensional

 

Mancha fantasma

Olhe para o ponto da esquerda e, depois de 30 segundos, a névoa em volta some. Nosso sistema visual só percebe coisas que se movem e, por isso, o olho faz movimentos constantes para que imagem estáticas saiam do lugar e continuem visíveis. Só que, no caso, a mancha não se mexe quando deslocamos a vista e deixamos de vê-la depois de um tempo. O mesmo não acontece no ponto da direita, em que o círculo maior ajuda a perceber toda a imagem

 

Olhos no olhos

Concentre-se nas pálpebras desta mulher e, de repente, ela estará encarando você. Nossa visão costuma escurecer objetos que estão próximos de sombras e clarear as áreas cercadas de coisas brilhantes. Esse efeito passa despercebido quando vemos o rosto como um todo, mas é só se fixar nas pálpebras que as diferenças de sombra se acentuam e temos a impressão dos olhos abertos

 

Perdeu o ponto?

Nem adianta tentar contar as bolas azuis que pulam aí em cima. Não porque sejam rápidas, mas porque elas não existem. Seu cérebro está simplificando uma imagem que, para ele, é confusa. Como o azul é predominante no desenho, ele tende a ver tudo dessa cor – mesmo nas partes que são diferentes

 

 

Capa de Super 254 Leia a Super 254
Publicidade
Anuncie
topo
Superinteressante

[1987 - 2008] Editora Abril S.A.

Todos os direitos reservados.