
Desde o número 0, que circulou encartado nas revistas da Abril, nos metemos no arriscado negócio de prever o futuro – naquela edição prometíamos que, em dez anos, "produziremos robôs que farão tudo o que o dono mandar". Erramos feio. Mas tivemos vários acertos também. Em setembro de 1988 descrevemos um futuro interconectado por linhas de telefone. "Qualquer usuário disposto a pagar a conta poderá contar com um serviço já adotado pela polícia de algumas cidades americanas", dizíamos. Tratava-se do celular. A mesma reportagem desenhava as bases do que viria a ser a internet. Mas engraçado mesmo é ver nossa empolgação com novidades que hoje são pré-históricas, como quando decretamos em 1990 que "a mania do fax conquista a Terra".