Ir para conteúdo | Ir para menu do site | Ir para home do site

Supercult

Superinteressante edição 200
Edição anteriormai 2004 Edição posterior
Receba as atualizações da Super em seu RSSRSS
Outras matérias

 

Mestre dos mares

Cíntia Cristina da Silva

 

No comando da Armada das Molucas, o navegador português Fernão de Magalhães realizou a maior proeza da história da exploração marítima: descobriu, em 1520, a passagem que liga o oceano Atlântico ao Pacífico. Além de batizar o lugar, conhecido hoje como estreito de Magalhães, a expedição audaciosa provou que a terra era redonda e foi a primeira a circunavegar o globo. Graças à viagem – que durou quase três anos e custou a vida de 242 tripulantes – caíram por terra as aterrorizantes crenças de que os oceanos eram habitados por monstros marinhos e possuíam mares de fogo.

Essa aventura fascinante é narrada com eficiência em Além do Fim do Mundo (Objetiva), de Laurence Bergreen. O livro ressalta a genialidade de Fernão de Magalhães e expõe as acirradas disputas entre Portugal e Espanha – as superpotências da época – pelo controle do comércio marítimo.

Rejeitado por Portugal, Magalhães convence o rei da Espanha a financiar uma expedição para explorar uma nova rota que levaria às Ilhas das Especiarias, as Molucas, na atual Indonésia. Em uma viagem turbulenta, marcada por fome, escorbuto e motins dos marinheiros espanhóis – que não aceitam um português como capitão-mor – Magalhães cumpre o seu objetivo. Ironicamente, o capitão morreu quando estava próximo de chegar às Molucas. Mas, como disse o poeta português Fernando Pessoa, a alma ousada do marinheiro – "que até ausente soube cercar a terra inteira com seu abraço" – acompanhou as embarcações até o final.

 

Além do Fim do Mundo

Laurence Bergreen

Editora Objetiva, 472 Páginas, R$ 58

 

1. A partida

Em 20 de setembro de 1519 a Armada das Molucas, chefiada por Fernão de Magalhães, deixa a Espanha com 260 tripulantes em cinco embarcações

 

2. As brasileiras

Perseguido pelos portugueses, que queriam prendê-lo, Magalhães segue por uma rota diferente que o leva a 60 dias de tempestades em alto-mar. Uma vez no Brasil, enquanto a armada se reabastece, marinheiros tentam esconder índias nos porões dos navios

 

3. A passagem

Um dos navios naufraga em uma expedição na Argentina, mas todos sobrevivem. Dias depois, a armada descobre o estreito que leva ao Pacífico mas, apesar da excitação, perde o segundo navio, que deserta e volta à Espanha

 

4. A tragédia

Dezenas de tripulantes, incluindo Magalhães, morrem de fome ou em combate com os nativos. Os restantes, em número pequeno demais para pilotar três navios, decidem incendiar um deles

 

5. A chegada

Danificado, o quarto navio fica para trás. O único restante, chamado Victoria, vai para casa cheio de cravo – uma carga tão valiosa quanto o ouro. Em 6 de setembro de 1521, apenas 18 homens chegam à Espanha

 

 

Capa de Super 254 Leia a Super 254
Publicidade
Anuncie
topo
Superinteressante

[1987 - 2008] Editora Abril S.A.

Todos os direitos reservados.