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Superinteressante edição 215
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Retrô

A moda segundo Magal

Clarissa Passos-Garcia

 

Nos anos 70, ele era o cigano que enlouquecia as mulheres; nos 90, ressuscitou como lambadeiro. Agora Sidney Magal volta aos holofotes mais uma vez, atraindo um público que nem era nascido quando ele lançou Sandra Rosa Madalena (veja letra cifrada na página ao lado). Surfando na onda retrô, ele tem feito até 10 shows por mês (no auge da carreira, fazia 15) e aparece em comerciais de tevê. Magal está na moda de novo. Mas será que algum dia não esteve? É só olhar o figurino do cantor ao longo de todos esses anos para perceber que ele tem estilo – um estilo um tanto peculiar. Com vocês, o melhor do guarda-roupas do amante latino Sidney Magal.

 

O meu sangue ferve - Anos 70

Nos dias áureos, Magal tinha a manha de usar esse macacão vermelho-sangue sem corar o rosto. A "3ª perna" é uma camisa pendurada na cintura. "Sempre escolhi meu figurino. No palco, o Magal faz coisas que o Sidney de Magalhães (seu nome de batismo) nunca faria", diz o cantor. Um dos mentores do personagem cigano – criado em meados dos anos 70 – foi o "mago" Paulo Coelho, que na época era letrista de Raul Seixas, figura influente no mercado musical e amigo do empresário de Magal.

 

Se te agarro... - Anos 70

Eis Sidney Magal com o uniforme oficial de cigano: foi com ele que o astro gravou o clipe de Sandra Rosa Madalena para o Fantástico. A camisa bufante foi idéia de Silvinho, cabeleireiro das estrelas na década de 1970. Ele criou o modelito costurando vários lenços de cores e estampas bem diversas. O resultado, na opinião de Magal, foi excelente: "Ficou fresquinho de usar".

 

Quero ver o seu corpo... - Anos 80

Na entressafra da carreira, Magal foi fotografado de sunga na varanda de seu apartamento no Rio. O retrato revela um físico todo em cima. "Mas essa sunga já se foi, assim como o corpinho", diz ele. Do tempo de amante latino para cá, o artista ganhou pelo menos 1 dúzia de quilos.

 

Cigano new wave - Anos 80

Magal exagerou até nos exagerados anos 80: ostentava um penteado que incluía um mullet de respeito e uma roupa modernex com direito a coleira de rebites. "Foi idéia do meu costureiro", ele alega. "Era horrível. Não sei por que fiz esse corte!" Nós também não.

 

Luz, câmera, Magal!

O fenômeno Magal não tem limites. No próximo ano, deve ser lançado um documentário sobre a sua vida, intitulado O Meu Sangue Ferve por Você. O cinema e a tevê sempre estiveram presentes na carreira do cantor – que, como ator, tem um baita vozeirão. Veja suas principais atuações:

 

O Sexo das Bonecas (1974)

Longa-metragem de Carlos Imperial, de quem Magal era amigão. O cantor jura de pés juntos não se lembrar de ter feito esse filme: "Acho que o Carlos botou uma participação minha filmada antes, nem sei o que era a história".

 

Amante Latino (1979)

Sidney faz o papel de Magal nesse musical (foto acima). Detalhe: Paulo Coelho escreveu o roteiro.

 

Da Cor do Pecado (2004)

Magal interpretou o Comandante Frazão, um tipo aventureiro que curtia artes marciais e surf.

 

Amazônia Misteriosa (2005)

Com estréia prevista para o 2º semestre, o "terrir" de Ivan Cardoso traz Magal como um deus inca que aparece nos sonhos de Danielle Winits, cantando sobre uma pirâmide. É esperar para ver!

 

O rei do rala-coxa - Anos 90

Durante a fase da lambada, marcada por Me Chama que Eu Vou (tema de abertura de Rainha da Sucata), Magal tirou o Sidney do nome artístico e adotou um visual mais discreto. "A idéia era me diferenciar da imagem cigana, já que a música também era diferente", afirma. Mas o plano não funcionou no palco. Magal gostou do novo look, mas achou uma porcaria dançar de paletó. Limitava seus movimentos.

 

Quero vê-la sorrir

Quero vê-la cantar

Quero ver o seu corpo dançar sem parar

Ela é bonita seus cabelos muito negros

E o seu corpo faz meu corpo delirar

O seu olhar desperta em mim uma vontade de

enlouquecer de me perder de me entregar

Quando ela dança todo mundo se agita

E o povo grita o seu nome sem parar

É a cigana Sandra Rosa Madalena

É a mulher com quem eu vivo a sonhar

 

REPETE REFRÃO

Dentro de mim mantenho acesa uma chama

Que se inflama se ela está perto de mim

Queria ser todas as coisas que ela gosta, Queria

ser o seu princípio e ser seu fim

Quando ela dança todo mundo se agita

E o povo grita o seu nome sem parar

É a cigana Sandra Rosa Madalena

É a mulher com quem eu vivo a sonhar

 

 

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