Vacina da herpes-zóster está ligada a menor risco de doenças cardíacas, revela estudo

A vacina contra a herpes-zóster pode ter um efeito extra: um estudo com mais de 70 mil pessoas a associou a um risco menor de doenças cardíacas.

A herpes-zóster é causada pelo mesmo vírus da catapora, que fica dormente no corpo e pode ser reativado anos depois, provocando lesões e dores intensas.

Pesquisas anteriores já sugeriam o benefício, mas comparavam vacinados com não vacinados — quem se vacina tende a cuidar mais da saúde, o que enviesa o resultado.

A saída foi um “experimento natural”: em 2017, os EUA aposentaram a vacina Zostavax e passaram a aplicar a Shingrix, feita com um pedaço do vírus e mais eficaz.

Os cientistas compararam quem tomou a versão antiga, antes de 2018, com quem recebeu a nova. Cada grupo tinha cerca de 36 mil pessoas de 60 anos ou mais.

Quem recebeu a Shingrix viveu, em média, 9% mais tempo sem doenças cardiovasculares ao longo de sete anos. Nos homens, o risco de AVC foi 12% menor.

O estudo, publicado na Nature Medicine, não comprova causalidade. Uma hipótese é que a vacina reduza a inflamação nos vasos, mas mais pesquisas são necessárias.