O que é “vibe coding”?

Um vídeo publicado no X mostrou Steve, o boneco do Minecraft, lutando dentro de Elden Ring, com a interface e a jogabilidade dos dois games perfeitamente integradas.

Juntar dois jogos tão diferentes exigiria, no passado, um trabalho enorme mesmo de programadores experientes. Hoje, está ao alcance de muitos amadores: basta pedir para uma IA.

Essa prática tem nome: vibe coding. O termo foi cunhado pelo pesquisador Andrej Karpathy em 2025 e descreve a programação feita por amadores com ajuda de IA, levados pela “vibe”.

O vibe coding entrou na versão online do Merriam-Webster, o dicionário de inglês mais tradicional dos EUA, ao lado de termos de IA como “agentic” e “prompt engineering”.

Segundo o dicionário, quem faz vibe coding diz à IA o que quer e deixa que ela crie o produto. Não precisa entender como o código funciona e, muitas vezes, aceita certa quantidade de bugs.

Esse é o ponto polêmico. Treinadas com trilhões de linhas de código, as IAs escrevem programas completos a partir de um único prompt, mas ainda cometem muitos erros.

Em sistemas com dados sensíveis, código desleixado vira vulnerabilidade. Um estudo do ano passado mostrou que 45% dos códigos gerados por IA falham em testes de segurança. Em Java, 72%.