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Alexandre Versignassi Por Alexandre Versignassi Blog do diretor de redação da SUPER e autor do livro "Crash - Uma Breve História da Economia", finalista do Prêmio Jabuti.

Como evitar políticos tão medíocres quanto seus eleitores

Quem esteve na rua ontem não tinha representante. Aécio teve um ano para capitalizar a frustração generalizada com o desgoverno. Não produziu nada além de declarações vazias. E agora, manchado pela Lava Jato, já consegue ser vaiado na Paulista, por gente que votou nele. Michel Temer passaria pelo mesmo constrangimento se aparecesse em público hoje, […]

Por Alexandre Versignassi Atualizado em 21 dez 2016, 09h49 - Publicado em 14 mar 2016, 12h42

1006036-1303201613032016-_abr7405_1Quem esteve na rua ontem não tinha representante. Aécio teve um ano para capitalizar a frustração generalizada com o desgoverno. Não produziu nada além de declarações vazias. E agora, manchado pela Lava Jato, já consegue ser vaiado na Paulista, por gente que votou nele.

Michel Temer passaria pelo mesmo constrangimento se aparecesse em público hoje, com a diferença de que nunca nem teve eleitores, pelo menos não fora de seus currais. Temer exala a própria mesquinharia política contra a qual os protestantes se levantam. Empossado como Presidente, tende a se tornar ainda mais impopular do que já é – como se isso fosse possível.

A única figura que emerge imaculada desse caldo todo é a do Sérgio Moro – mas ele não é uma alternativa para 2018, pois caso decida ser, perde a própria aura de herói que ganhou.
Ferrou tudo, então? Não. Se houvesse uma liderança política forte que encarnasse o ódio da rua, sairíamos dessa com um Trump da vida nas costas – um psicopata fantasiado de herói anti-establishment. Um Collor.

É bom, então, que não haja salvadores da pátria nessa história. Aproveitemos esse cenário para entender de uma vez que Papai Noel não existe. Que quem tem o dever de agir para tirar o país do buraco somos nós. E não só vaiando malandro, mas trabalhando melhor, estudando mais, se aprimorando, empreendendo, arriscando, criando coisas novas. Porque enquanto a grande esperança do brasileiro médio for passar em concurso público, e do brasileiro rico, morar em Miami, vamos continuar governados por políticos tão medíocres quanto seus eleitores.

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