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Apple anuncia iPhone com tela de 6,5 polegadas – e sem chip de operadora

Antes do evento da Apple, que aconteceu hoje na Califórnia, vazou de tudo. Fotos dos novos iPhones, nomes e características dos produtos, e até um tweet do CEO Tim Cook (que era para ser mensagem privada). O aparato de segurança da Apple, que na era Steve Jobs mantinha um sigilo quase intransponível, já não parece tão duro. Talvez isso seja proposital. Tanto que a Apple começou sua apresentação de forma bem-humorada, com um vídeo em que Cook faz o papel de agente secreto.

O primeiro produto a ser apresentado foi o novo Apple Watch Series 4.

 (Apple/Divulgação)

Seu destaque é a tela “infinita”, ou seja, sem bordas visíveis. Ela é 30% maior, o que permite mostrar mais coisas ao mesmo tempo. É uma melhoria bastante relevante, e o novo processador também: segundo a Apple, ele é 2x mais rápido (a velocidade é um ponto crítico nos smartwatches em geral, que ainda sofrem com CPUs lentas). O Series 4 também tem algumas funções novas, como eletrocardiograma e detecção de quedas: se você cair, o relógio percebe e se oferece para chamar uma ambulância – coisa que ele faz automaticamente se você passar um minuto sem se mexer.

Mas, somando tudo, o novo relógio não apresenta grandes saltos de funcionalidade. Ainda não foi desta vez que a Apple -ou qualquer outra empresa- encontrou o “killer app” capaz de transformar os smartwatches em fenômeno de massa. O Series 4 vai custar US$ 399 nos EUA (a versão com 4G embutido sairá por US$ 499). A Apple continuará vendendo o Series 3 atual, por US$ 279.

Em seguida vieram os novos iPhones. A Apple manteve seu ritmo bienal: mostrou versões melhoradas dos seus smartphones, mas sem apresentar uma arquitetura totalmente revista (pois isso já aconteceu ano passado, com o iPhone X). O primeiro novo modelo é o iPhone XS.

 (Apple/Divulgação)

Ele tem duas opções de tela OLED, 5,5″e 5,8″, e é à prova d’água (no padrão IP68, ou seja, resistente à imersão). Também haverá uma terceira versão, chamada iPhone XS Max, com tela de 6,5″ – maior até que a do Galaxy Note 9.

Os novos iPhones mantêm a tecnologia Face ID, que escaneia o seu rosto para destravar o telefone – e não têm, como chegou a ser especulado durante o ano, sensor de impressões digitais embutido na tela (que está presente em aparelhos da marca chinesa Vivo, e promete uma experiência mais ágil em certas situações). Segundo a empresa, a câmera do iPhone XS tem um novo sensor de imagem, e o software que a controla está mais inteligente: pode realizar até 1 trilhão de operações matemáticas antes de salvar cada foto. A Apple mostrou fotos e vídeos capturados com o novo smartphone: tudo ótimo, mas nada dramaticamente superior ao iPhone X.

O mais interessante é a tecnologia eSIM, que permite conectar o iPhone XS a uma operadora de celular sem precisar do tradicional “chip” (SIM card). Basta selecionar a rede desejada num menu, e digitar o seu nome de usuário e senha. Isso torna muito mais fácil trocar de operadora, e pode revolucionar o mercado um dia. Mas a tecnologia eSIM também precisa ser adotada pelas empresas de telefonia – e elas não têm, necessariamente, interesse em fazer isso (justamente porque o novo sistema torna mais fácil mudar de operadora). Então os novos iPhones também terão entrada para SIM card convencional – dois, no caso do iPhone XS.

 (Apple/Divulgação)

A Apple encerrou o evento com o iPhone XR, um modelo mais simples. Ele tem Face ID, tela LCD de 6,1″ e, interessante, processador A12 – o mesmo presente no iPhone XS, mais caro. Sua câmera tem apenas uma lente e um sensor (ela não é dupla, como nos iPhones mais caros), mas promete as mesmas funções do iPhone XS. É um aparelho bem interessante, com características avançadas e sem as limitações que tradicionalmente prejudicam os iPhones básicos. Único problema: seu preço, US$ 749, não tem nada de básico. Na prática, não se trata de um celular midrange, mas apenas de uma versão menos cara do iPhone XS (que vai custar a partir de US$ 999). O XS Max vai custar a partir de US$ 1.099. A data de lançamento e os valores no Brasil ainda não foram divulgados.

Foi um evento correto, sem nada muito surpreendente. Mas não dá para culpar a Apple por isso. Mesmo com preços cada vez mais altos, os iPhones continuam vendendo muito, e a empresa superou US$ 1 trilhão em valor de mercado. Ou seja, a Apple está em condições de controlar o ritmo de evolução do mercado de smartphones – inclusive porque a Samsung não está fazendo nada radicalmente diferente.

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