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Bruno Garattoni Por Bruno Garattoni Vencedor de 12 prêmios de Jornalismo. Editor da SUPER.

Provedores de internet dos EUA vão vigiar toda a navegação na web

Por Bruno Garattoni Atualizado em 24 mar 2017, 11h26 - Publicado em 24 mar 2017, 11h24

O Senado americano aprovou, por 50 votos a favor e 48 contra, uma lei permitindo que os provedores de internet monitorem os usuários e vendam seu histórico de navegação para anunciantes. Isso poderá ser feito sem pedir permissão aos consumidores – que, na maioria dos casos, nem saberão que estão sendo vigiados. Agora, o projeto será votado pela Câmara, onde deverá ser aprovado – o Partido Republicano, defensor da lei, tem maioria na casa. Em seguida, irá para a sanção do presidente Donald Trump.

A aprovação foi comemorada por senadores republicanos. Segundo eles, os provedores de internet devem ter os mesmos direitos que empresas como Google e Facebook, que já monitoram a navegação de seus usuários. Os senadores democratas protestaram, dizendo que a medida é uma invasão sem precedentes e irá aniquilar qualquer expectativa de privacidade na internet.

É possível driblar o monitoramento usando uma VPN (Virtual Private Network). Mas esse serviço é pago, reduz a velocidade da conexão, e a maioria das pessoas nem sabe que ele existe. Outra opção é usar a extensão HTTPS Everywhere, que é grátis e foi desenvolvida pela ong americana Electronic Frontier Foundation. Ela criptografa o tráfego entre o seu computador e os sites, e é compatível com os navegadores Chrome e Firefox. Mas não funciona com todos os sites, nem impede que os provedores vejam quais páginas você acessa (eles só não conseguem saber o que você leu/viu dentro de cada uma).

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