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3 estudos científicos para provar que preconceito existe – e é pior do que você imagina

Por Carol Castro Atualizado em 21 dez 2016, 10h00 - Publicado em 2 abr 2015, 19h04

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Não dá para fingir que ele não existe. Que um chefe jamais deixa de contratar alguém pela cor da pele, que ninguém xinga outro ser humano de macaco (televisionado, no futebol, ou à surdina, no dia a dia). Como se negro não fosse quase sempre suspeito – de qualquer coisa. Preconceito existe, sim, infelizmente. E é pior e até mais inconsciente do que você imagina. Confira três estudos da ciência sobre preconceito.

FALTA EMPATIA
Pesquisadores da Universidade de Milão mostraram a 90 voluntários brancos uma série de vídeos de agulhas ou borrachas tocando a pele de outras pessoas. Enquanto isso, avaliaram a reação dos participantes por meio de testes que refletem a atividade relativa à dor no cérebro – basicamente, mediram quanto as mãos deles suavam durante a exibição de cada vídeo. Quando vemos alguém se machucar, segundo a pesquisa , o cérebro entende e responde como se essa dor fosse nossa. Só que essa resposta depende da sua empatia pela outra pessoa. E por isso as reações variam. Em geral, os brancos do estudo reagiram menos, ou seja, suaram menos quando negros eram espetados.

POUCO CONFIÁVEIS
Dois professores da Universidade Harvard avaliaram o preço dos quartos oferecidos no Airbnb, aquele site onde qualquer um pode colocar um quarto ou a casa inteira para alugar, em Nova York, por usuários negros e brancos. Uma pessoa branca costuma cobrar, em média, 12% a mais do que um branco . E, sim, a questão é racial, não socioeconômica: os pesquisadores compararam quartos parecidos, na mesma região. Só há uma diferença: segundo a pesquisa  as pessoas procuram mais casas de usuários brancos, porque eles parecem mais confiáveis.

SEMPRE SUSPEITOS
Joshua Correll
, da Universidade do Colorado, criou um jogo on-line: vários cenários aparecem e, de repente, um cara segura uma arma ou outro objeto qualquer (tipo uma carteira). Sua missão é pressionar a letra J para atirar, caso o suspeito carregue uma arma, ou a letra F para não atirar, caso ele não tenha nada perigoso nas mãos. Você tem poucos segundos para decidir. Adivinhe quem costuma ser “baleado” mais injustamente no jogo de Correll? Os personagens negros. E pior: o resultado é o mesmo quando os jogadores são negros ou brancos jovens ou velhos. Dá para jogar aqui.

 

Crédito da foto: flickr.com/ma2ttm/

 

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