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Amigos virtuais são (quase) tão importantes quanto a família

Por Thiago Perin - Atualizado em 21 dez 2016, 10h07 - Publicado em 30 ago 2010, 14h28

We are the world

Por muito pouco, os jovens de hoje não se identificam com os amigos virtuais mais do que com a própria família, de acordo com um novo estudo feito por pesquisadores finlandeses. Eles pediram a 4.299 adolescentes – com idades entre 13 e 18 anos, de três países (Reino Unido, Espanha e Japão) e todos usuários da comunidade virtual Habbo (uma mescla de jogo e rede social desenvolvida pela Sulake Corporation) – que respondessem a um questionário indicando como costumavam passar o tempo (entre hobbies online e na vida real) e que classificassem, numa escala de 1 a 5, o quão fortemente se identificavam com uma variedade de grupos – de novo, tanto online (o pessoal do Habbo) quanto na vida real (família e amigos).

Entre os adolescentes dos três países, o resultado foi bem similar: a família ficou em primeiro lugar no ranking de identificação social. Mas por um fio: o Habbo veio menos de um ponto percentual atrás, consideravelmente na frente de gente de carne e osso, como vizinhos e amigos reais. “Isso indica que eles se sentem quase tão parte da comunidade online quanto da própria família”, concluem os autores. “Jogos, redes sociais e outros meios virtuais devem ser vistos como contextos cruciais para o desenvolvimento social da juventude de hoje”.

(Foto via Sulake)

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