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Bexigas estão acabando com o hélio do mundo

Por Thiago Perin Atualizado em 21 dez 2016, 10h07 - Publicado em 22 mar 2012, 12h50

É o que alerta o cientista inglês Oleg Kirichek. Na semana passada, ele estava a fim de estudar a estrutura da matéria, mas teve que adiar seus experimentos em 3 dias porque o estoque de hélio de seu laboratório tinha acabado — e cada dia de trabalho perdido até que conseguissem encontrar mais do elemento, o que não foi fácil, custou 30 mil libras.

“Nós desperdiçamos 90 mil libras porque não conseguíamos arranjar hélio. Mesmo assim, a gente coloca o negócio em balões de festa, que deixamos escapar para a atmosfera, ou então os usamos para deixar nossas vozes fininhas e dar umas risadas. Isso é muito, muito estúpido. Eu fico realmente bravo“, disse Kirichek para o The Guardian.

Ui, nervosinho, né? Mas dá para entender a indignação dele.

O hélio é essencial para os cientistas — Oleg Kirichek, no caso, precisava dele para resfriar átomos e torná-los mais estáveis, para aí conseguir estudá-los — e, apesar de ser o segundo elemento químico mais abundante no universo, é pouco encontrado na Terra.

O Conselho Nacional de Pesquisa dos EUA estima que os nossos estoques devem se esgotar em menos de 30 anos. Então, pense bem antes de brincar com o negócio.

Crédito da foto: flickr.com/thelastminute

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