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Combo Por Combo Notícias e curiosidades do mundo dos videogames

O que o Google quer ao anunciar sua entrada no mundo dos videogames?

Por Lucas Massao Atualizado em 4 jul 2018, 13h18 - Publicado em 4 jul 2018, 13h17

Na última semana, o mundo dos jogos se deparou com duas notícias que podem dar sinais sobre o futuro. A primeira era de que a Telltale Games, conhecida por seu trabalho em jogos das franquias The Walking Dead, firmou parceria com a Netflix para levar o game Minecraft: Story Mode para a plataforma como seu primeiro título jogável.

A segunda, trazida pelo site especializado Kotaku, garante que o Google estaria trabalhando em uma plataforma de jogos capaz de encarar o Xbox e o Playstation. A entrada do Google, que conta com vastos recursos, no cenário milionário dos jogos seria feita em três partes: uma espécie de plataforma de streaming, de forma similar à Netflix, seguido pelo lançamento de um console físico, e uma tentativa de trazer desenvolvedores sob o guarda-chuva da companhia por meio de recrutamento ou aquisições.

Essa não é a primeira vez que circulam boatos sobre uma possível participação do Google em games. Em 2014, a companhia teria tentado adquirir a plataforma de transmissões Twitch.tv antes da Amazon, que fechou o negócio por US$ 970 milhões. Em 2016, a Niantic, que cresceu dentro de uma incubadora criada pelo Google, emplacou um dos maiores hits da década: Pokémon GO. Outra prova de que a empresa colocou os jogos de vez em sua mira foi a contratação de Phil Harrison, executivo veterano do segmento que já ocupou cargos de chefia tanto na divisão de Playstation, da Sony, quanto na do Xbox, da Microsoft.

  • Segundo relatos, representantes do Google se encontraram com grandes empresas de jogos durante a feira de desenvolvedores Game Developers Conference, realizada em março, nos Estados Unidos, para medir o interesse em uma possível plataforma de streaming de games, batizada com o codinome Yeti.

    Como funcionaria esse serviço? Teoricamente, ele poderia deixar o processamento necessário para rodar os títulos em servidores da companhia, permitindo que até quem não tenha os computadores mais potentes pudesse jogar games considerados “pesados” para os padrões atuais, aumentando a base de consumidores. A integração com outros produtos do Google, característica que é marca da empresa, também estaria presente.

    Durante uma aventura por Dark Souls, por exemplo, poderia ser possível apertar um único botão e abrir uma janela no YouTube, que exibiria tutoriais ensinando a derrotar um chefão ou passar por uma parte difícil. Algo muito mais cômodo do que procurar no celular ou no computador enquanto o videogame ainda está ligado.

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