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Ter um casamento feliz está mais raro – e mais gratificante

Aquela história do “felizes para sempre” depois do casamento nunca colou nem para os fãs de contos de fadas, mas a felicidade pós-casamento tem sido algo cada mais difícil de se atingir. Isso é o que afirma o professor e especialista em relacionamentos Eli Finkel, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.

Mas ele também dá uma boa notícia: quando os casados conseguem construir um bom casamento, as recompensas são ainda maiores do que costumavam ser décadas atrás.

A explicação para isso está no livro recém-lançado “The All-or-Nothing Marriage: How the Best Marriages Work”, ainda sem tradução para o português. Ali, Finkel diz que a resposta está nos motivos e expectativas que levam as pessoas a se casarem – e em como isso tem mudado com o tempo.

Se na época de nossos avós os relacionamentos estariam mais ligados a fatores econômicos e de sobrevivência básica, hoje as pessoas levam em conta fatores emocionais e psicológicos. Em outras palavras, temos menos casamentos por necessidade: estamos mais focados em construir um relacionamento que nos satisfaça emocionalmente e nos permita a autodescoberta e o crescimento pessoal.

Fica fácil entender, assim, por que a satisfação matrimonial tem sido mais difícil de se conseguir: ela está relacionada a expectativas elevadas e ligadas a questões mais profundas. Segundo Finkel, esperamos que nosso parceiro desempenhe múltiplos papéis: confidente, companheiro sexual, melhor amigo, incentivador…

Quando a coisa funciona, a felicidade pode alcançar um nível raramente visto em décadas passadas. Por outro lado, um casamento mediano está sendo cada vez menos tolerado, pois tem sido associado a um grau elevado de frustração.

Em um artigo de 2014 no The New York Times, Finkel definiu esse novo padrão pela primeira vez como o “casamento do tudo ou nada” e apontou que, para dar certo, esses compromissos têm demandado um investimento maior de tempo e energia. “A boa notícia é que nossos casamentos podem florescer hoje como nunca antes. Eles só não conseguem fazer isso sozinhos”.

 

Via Futurity.org e Northwestern University.

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