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Força aérea do Reino Unido quer recrutar jogadores de videogame para pilotar drones

Por Lucas Massao Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 13 dez 2016, 15h57

Helicóptero

O comandante da força aérea do Reino Unido, Greg Bagwell, responsável pelo uso de drones na guerra da Síria disse que, caso o país queira continuar os ataques com os aviões controlados remotamente, é preciso recrutar “jovens de 18 e 19 anos que acabaram de jogar videogame nos seus quartos”.

Na opinião de Bagwell, que já foi vice comandante de operações, a pressão psicológica nas operações de drones do Reino Unido é tão grande que alguns soldados tiveram que sair por causa do stress mental. Ele reafirmou a necessidade de se repensar as leis que regulamentam o uso de drones, já que os avanços tecnológicos inevitavelmente levariam ao aumento no uso de armamentos operados de forma autônoma e remota. “Temos que fazer testes para saber se podemos pegar um jovem de 18 anos que jogou videogame a vida inteira e dizer ‘você nunca voou numa aeronave antes, mas isso não importa, você consegue operar isso’”.

O que faz um piloto de drone ser considerado bom? Para Bagwell, é necessário ter uma ótima noção de espaço. “Você precisa de uma visão tridimensional do que está acontecendo, mesmo estando a 5 mil quilômetros de distância. É como jogar um xadrez tridimensional na sua cabeça para entender como as várias peças se encaixam em busca de um alvo”.

Os drones foram responsáveis por mais de um terço dos ataques aéreos da coalisão de países contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. A frequência do uso dessas aeronaves, de acordo com o general Sir Richard Barrons, que se aposentou em abril, precisa ser repensada. “É necessário nos situarmos para um futuro em que a combinação de robótica, sistemas autônomos e artificiais criarão capacidades que nossos inimigos terão antes de nós – onde máquinas matam baseadas em algoritmos e sem um humano na sala”.

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