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Retrospectiva 2013: 10 melhores filmes do ano

Por Cinema de Buteco

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A equipe do Cinema de Buteco se reuniu para elaborar uma seleção com os 10 melhores filmes de 2013. Ainda que não tenha sido um ano tão espetacular se tratando de cinema, tivemos a oportunidade de assistir ao sensacional Gravidade, de Alfonso Cuarón, facilmente um dos grandes destaques da temporada, especialmente pelo uso do 3D. Embora algumas das obras citadas sejam de 2012, levamos em conta a data de lançamento no mercado nacional. Por isso, não estranhe ao perceber a presença de Django Livre, de Quentin Tarantino, na lista de 10 melhores de 2013.

 

10 – O som ao redor
Estreia no Brasil: 04/01/13

Se em Tropa de Elite 2 nós vimos o efeito das milícias em comunidades pobres, aqui em O som ao redor, nós vemos as mesmas em uma rua de classe média. O filme é um verdadeiro estudo dessa comunidade, conseguindo estabelecer muito bem o panorama geral daquela sociedade e criando personagens fantásticos. Um interessante retrato dessas pessoas, que consegue evocar toda a complexidade das relações entre os personagens e não cria nenhuma caricatura no caminho, sempre personagens de carne e osso. É uma obra prima e foi justamente escolhida como o representante brasileiro no Oscar.

 

9 – A hora mais escura
Estreia no Brasil: 15/02/13

Depois de se tornar a primeira mulher a vencer um Oscar na categoria Direção por Guerra ao terror, Kathryn Bigelow se debruçou de maneira ainda mais intensa e bem realizada em um protagonista que não tem propósito algum na vida além da obsessão por seu trabalho, repleto de adrenalina. Dessa vez, a protagonista também é uma mulher forte, vivida brilhantemente por Jessica Chastain, na trama que narra a verídica caça americana ao terrorista Osama Bin Laden. Um exemplo de como personagens e um roteiro frio podem fazer um filme belo e sensível.

 

8 – Os suspeitos
Estreia no Brasil: 18/10/13

Hugh Jackman pode ser mais conhecido pelo grande público por interpretar o mutante Wolverine, dos filmes da franquia X-Men, mas em 2013 ele mostrou que sabe fazer bem mais do que distribuir socos, pontapés e furar seus inimigos com suas garras. Depois de encantar muita gente soltando a voz em Os miseráveis (pena que o Russell Crowe não compartilha do mesmo talento e nos torturou sempre que abria a boca para cantar), Jackman apresentou o melhor trabalho de sua carreira no angustiante Os suspeitos, cujo título original Prisoners explica bem a atmosfera do suspense. Existem outros méritos na produção, especialmente pelo elenco inspirado e roteiro sufocante, mas é Jackman quem faz valer a pena.

 

7 – Anna Karenina
Estreia no Brasil: 15/03/13

Joe Wright, diretor britânico de Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação, teve a coragem de fazer em Anna Karenina um cinema experimental, progressivo, teatral, vanguardista e, consequentemente, cheio de falhas. Os fãs da sétima arte vão se deleitar: as longas tomadas (marca registrada do cineasta) são pura hipnose, a fotografia remonta a pinturas de época, os personagens se movimentam como se estivessem valsando, o figurino de alta costura é releitura da Chanel dos anos 1950, as cores (vejam bem as cores!) foram meticulosamente escolhidas, a direção de arte é impecável e o elenco é do mais alto escalão europeu. A adaptação da obra homônima de Liev Tolstói pela primeira vez retratou com fidelidade o alter ego do autor, o personagem Levin, tantas vezes negligenciado em outras versões. Para completar, Dario Marianelli faz uma trilha sonora que arranca lágrimas, suspiros e assombro. Um filme perfeito, com todas as suas imperfeições.

 

6 – Django livre
Estreia no Brasil: 18/01/13

O mérito de Quentin Tarantino é saber reconhecer o seu lugar e importância no cinema. Podem reclamar à vontade que o cineasta não foge da sua zona de conforto, mas por que ele deveria fazer isso quando acerta todas as vezes que decide brincar de ser cineasta? Django Livre faz o improvável e supera Bastardos Inglórios com o mais próximo de um romance que poderemos assistir nas obras do diretor. Tudo isso com muito sangue e violência gráfica exagerada, como não é surpresa para ninguém que já tenha visto quaisquer um de seus outros filmes.

 

5 – Frances Ha
Estreia no Brasil:
23/08/13

Com seu trabalho em Frances Ha, Noah Baumbach caiu nas graças do público. Com um roteiro inteligente e quase despretensioso ao mesmo tempo, parece que o pequeno prodígio novaiorquino finalmente achou o equilíbrio entre o seu pesado roteiro e o que realmente funciona em frente às câmeras. Quase que caindo no “mainstream” o autor conta a história de Frances, uma jovem dançarina desempregada e que sofre depois que a sua colega de quarto se muda. Sem grandes metas para a personagem, a ideia do filme é entreter, com uma dose de ironia sobre quais seriam as verdadeiras aspirações da nossa juventude (ou pelo menos da parcela na qual o autor se encaixa). O roteiro conta com a ajuda da atriz Greta Gerwig, a mais nova musa inspiradora de Noah, e ainda tem a parceria brasileira de Rodrigo Teixeira na produção do longa, que sem dúvida, foi a grande pedida cômica do ano.

 

4 – Indomável sonhadora
Estreia no Brasil: 22/02/13

Na era dos remakes, sequências e adaptações, o maior elogio que se pode fazer ao filme de estreia do diretor Benh Zietlin é que ele é original e ousado. Soube ser poeticamente belo como nenhum outro no último ano e, ao mesmo tempo, simples ao tratar de assuntos tão complexos quanto a morte e nossas raízes e origens. A pequena Hushpuppy é uma força da natureza e Indomável sonhadora é uma grata surpresa.

 

3 – Amor
Estreia no Brasil: 18/01/13

O sádico Michael Haneke gosta de torturar seu público com personagens de classe média vivendo intensos conflitos que poderiam acontecer a qualquer um da plateia. Desta vez, o cineasta se utilizou de um tema que definitivamente ainda vai assombrar a maior parte de seu público: a velhice. O filme atinge o brilhantismo de conseguir imprimir na tela um dos processos mais tristes de nossas vidas, a degradação do corpo e da mente pouco antes da morte, e justificar o amor no título, com um casal protagonista que nos mostra que as dificuldades são melhores enfrentadas quando temos com quem dividi-las. O resultado do único filme levemente otimista na carreira de Haneke foi a sua segunda Palma de Ouro.

 

2 – Gravidade
Estreia no Brasil: 11/10/13

Alfonso Cuarón dirigiu a experiência cinematográfica de 2013. Se existisse isso de “filme obrigatório do ano”, Gravidade com certeza seria o escolhido. Estrelado por Sandra Bullock e George Clooney, a obra narra a história de uma astronauta que precisa sobreviver sozinha no espaço. Por trás das ações dos personagens existe toda uma metáfora para questões existenciais, especialmente em relação ao nascimento/ressurreição. Além disso, tecnicamente, Gravidade dá um verdadeiro show, daqueles que todo mundo deveria ter assistido na tela grande.

 

1 – Antes da meia-noite
Estreia no Brasil: 14/06/13

Antes da Meia-Noite é um desfecho inusitado para quem acompanhou os dois primeiros filmes desta trilogia belíssima de Richard Linklater. O capítulo final – que tem um quê de existencialismo de Woody Allen e de loucura de Quem Matou Virginia Woolf? – é uma despedida singela, brutal, realista, simetricamente oposta a Antes do Amanhecer, que encerra como que um círculo completo, jamais esquecendo as influências do tempo no enredo e na evolução dos personagens. Nada de idealismo nem esperanças: Jesse e Céline estão desbocados, amando e odiando, mostrando que nunca tudo são flores e que muito do que já foram na juventude ficou lá atrás, em Viena, em tempos de outrora… A Grécia é o pano de fundo e podem ter certeza: a tragédia será anunciada. Peguem a pipoca e os lenços e se preparem para a bola de fogo que está Julie Delpy, que despede-se da era dos “Antes…” com a melhor versão do papel de sua vida.

 

Menção honrosa: O lado bom da vida
Estreia no Brasil: 01/02/13

A comédia romântica do ano é uma adaptação de um livro homônimo do escritor Matthew Quick. O lado bom do filme é que muitos de nós podem se identificar com a situação em que uma pessoa se aproxima para te ajudar a conquistar alguém, quando na verdade é ela própria que está apaixonada por você. Além disso, e de contar com uma trilha sonora espetacular, o longa-metragem dirigido por David O. Russell conta com um excelente elenco de apoio, especialmente Jackie Weaver e Robert De Niro, como os pais de Bradley Cooper. E claro, Jennifer Lawrence arrasando a vida “em chamas”, com direito até a vencer o Oscar de Melhor Atriz em 2013.

 

Veja todos os textos da Retrospectiva 2013 da SUPER.

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