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SUPER entrevista Richard Armitage, o Thorin de “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos”

Por Otavio Cohen Atualizado em 21 dez 2016, 09h18 - Publicado em 6 dez 2014, 19h12

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“Existe alguma chance de eu fazer testes para ser o Legolas?”, perguntou Richard Armitage ao seu agente, quando soube do plano de Peter Jackson de levar para as telas “O Senhor dos Anéis”. O agente respondeu que não e jogou água fria nos sonhos do ator, que tinha lido a obra de J.R.R. Tolkien pela primeira vez aos 7 anos. Uma década e meia depois de ouvir o “não”, Richard Armitage comemora o sucesso de uma nova franquia baseada nas obras do mesmo autor. Mas, dessa vez, num papel que, de fato, tem a ver com ele: o anão Thorin Escudo-de-Carvalho.

Richard Armitage tem 1,88 m e, assim como todos os outros atores que interpretam anões na trilogia “O Hobbit”, está um pouco acima da média no quesito altura. Mas foi de propósito. As roupas largas, o sapato grande e barba ajudam a criar a proporção dos personagens. Depois de filmadas as cenas, os anões são diminuídos digitalmente nas cenas em que aparecem com todos os outros personagens da história. Exceto o hobbit. “Fizemos boa parte de nossas cenas juntos com ele [Bilbo, personagem de Martin Freeman]. Era muito importante que estivéssemos interagindo de verdade, olhando nos olhos”, diz o ator.

Mas o processo exigiu cuidado. “Não queríamos que os anões parecessem crianças por serem baixinhos. Queríamos que parecessem guerreiros”, diz o ator. Deu certo. A maior parte da ação de “O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos”, se passa durante a guerra em que anões, elfos, humanos e animais defendem a Montanha Solitária do ataque dos orcs da Terra-Média.

O clima de guerra faz com que o filme seja o mais sombrio da trilogia. O que faz todo o sentido. Apesar da controvérsia entre os fãs, que ainda acham que desdobrar um livro pequeno em três filmes só serve para que o estúdio ganhe mais dinheiro, Peter Jackson tinha uma coisa na cabeça. Ele precisava fazer com que “O Hobbit” e os livros originais de “O Senhor dos Anéis”, muito diferentes entre si, tivessem mais elementos em comum. Por isso, se você assistir a “Uma jornada inesperada” e “O retorno do Rei” – respectivamente, o 1º e o 6º filme na cronologia da história -, verá obras bem distintas. Mas se passar por todos os filmes, conseguirá encontrar uma coerência e um aumento gradual dos elementos mais sérios.

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Desde o início, Armitage sabia que Thorin fazia mais parte do universo sombrio de “O Senhor dos Anéis” e menos da atmosfera lúdica de “O Hobbit”. “Era difícil para esse personagem existir enquanto os outros dançavam e faziam piadas. Mas, com uma guerra, não se brinca”, conta o ator. E é por isso que Thorin chega ao auge no terceiro filme. Ele é um guerreiro, com uma mente complexa e uma relação profunda com o protagonista, Bilbo. Esses elementos se refletem na produção do filme.

Diferente do que acontece com Freeman (que, para completar, está em outras produções nerds como “Sherlock” e “O Guia do Mochileiro das Galáxias”), Armitage ainda consegue andar na rua sem ser reconhecido como Thorin. E não é só a altura que conta. Durante a gravação do making of de “O Hobbit”, o ator não deixou que filmassem sua caracterização. “Thorin não é um ator com roupas e maquiagem. É um personagem real”, diz. Esse foi o jeito que ele achou para manter-se distante de seu personagem, que tem até uma voz própria, mais grave que a do ator.

Aliás, quem acha que Armitage tem talento para cantar pode ter esperanças. O ator diz que tentou emplacar uma canção em seu próximo filme (“Sleepwalker”, estreia prevista para 2015), mas ouviu um não. Mas se a história se repetir, já dá para saber que, para Richard Armitage, respostas negativas nunca significam o fim da aventura.

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