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Como descartam nosso sangue após um exame?

O descarte de sangue, partes do corpo e de praticamente tudo aquilo que você não sabe para onde vai é regulado pela Anvisa ou pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. Veja o caminho que os seus fluidos percorrem até o destino final.

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 21 Maio 2021, 12h19 - Publicado em 17 Maio 2021, 13h06

Primeiro, os tubos passam na autoclave (um dispositivo esterilizador que parece uma mini máquina de lavar) até atingirem o chamado nível 3 de inativação microbiana: sobra apenas 1 de cada 10 mil microrganismos nas amostras de sangue.

Os tubos são selados em saquinhos e postos em caixas de papelão com o símbolo de risco biológico. As caixas são preenchidas até dois terços do volume, lacradas e colocadas num saco grandão fechado com nylon. Um caminhão de coleta especializada leva tudo para uma estação de tratamento, onde rola um novo round de esterilização antes de tudo ser triturado e encaminhado para um aterro sanitário com licenças especiais.

  • A prefeitura geralmente tem um serviço específico para a coleta de lixo hospitalar. Na cidade de São Paulo, mais de 27 mil estabelecimentos solicitam esse tipo de coleta por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Além dos hospitais e laboratórios, locais como estúdios de tatuagem, clínicas de estética, clínicas veterinárias e casas de repouso também produzem resíduos biológicos.

    O descarte de sangue, partes do corpo e praticamente tudo aquilo que você não sabe para onde vai é regulado pela Anvisa ou pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Membros amputados que não forem requisitados por parentes, por exemplo, devem ser sepultadas em cemitério público ou incinerados.

    Fontes: Comissão de Resíduos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Prefeitura de São Paulo; Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

    Pergunta de @viniciusrochaaa, via Instagram

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