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O que significam os códigos que dão nome a planetas, estrelas ou galáxias?

Por Bruno Vaiano Atualizado em 17 jul 2020, 19h15 - Publicado em 14 jul 2020, 10h19

Em geral, a letra indica o nome de um catálogo de objetos celestes – e o número, a posição do objeto no catálogo.

Um dos catálogos mais antigos é o do astrônomo francês Charles Messier, terminado em 1781, com 110 objetos. Ele não fazia a ideia da existência de galáxias – batizou esses borrões de luz no céu genericamente de “nebulosas e aglomerados estelares”. A galáxia de Andrômeda é o item n° 31 do catálogo. Daí M31, sigla pela qual ela é conhecida até hoje.

O objetivo de Messier com o catálogo, incrivelmente, era fazer uma lista de coisas que não eram cometas. Messier gostava de cometas, e muitas vezes se frustava com o número de alarmes falsos que apareciam durante suas observações. A descoberta de que a Via Láctea é só uma de bilhões de galáxias, incrivelmente, só chegou no século 20.

Atualmente, há uma miríade de catálogos. Dá só uma olhada nesse imenso catálogo de catálogos da Wikipedia. Cada objeto celeste – cometas, satélites etc. – tem seus catálogos e regras de nomeação; tudo isso é padronizado pela União Astronômica Internacional (IAU).

Só para dar uma ideia, todos os códigos a seguir se referem à estrela Antares: HIP 80763, SAO 184415, FK5 616, HD 148478. Cada um representa Antares em uma lista diferente.

HIP, por exemplo, se refere ao catálogo feito pelo observatório espacial Hipparcos, da União Europeia, que operou na década de 1990. SAO, por sua vez, se refere a Smithsonian Astronomical Observatory. 359 mil estrelas estão compiladas no catálogo Henry Draper (HD), começado em 1918.

Pergunta de @ronaldoleitezx, via Instagram.

 

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