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Por que não mandamos todo o lixo radioativo para o espaço?

Por Guilherme Eler - Atualizado em 8 ago 2019, 13h42 - Publicado em 18 jul 2019, 19h34

Primeiro porque custaria mais dinheiro do que existe no mundo. A Nasa estudou essa possibilidade nas décadas de 1970 e 1980, mas os números foram desanimadores.

Para levar as 250 mil toneladas de detritos nucleares que há na Terra até o Sol – onde seriam incinerados num calorzinho de 5,5 mil °C –, seriam necessárias 15 milhões de viagens de foguete. A estimativa foi feita em 2016 por estudantes da Universidade de Toronto, no Canadá. A megaoperação sairia por módicos US$ 500 trilhões, ou mais de seis vezes o PIB mundial em 2017.

Mandar tudo para o cinturão de asteroides localizado entre Marte e Júpiter seria só um pouquinho menos difícil: 4,5 milhões de lançamentos.

Além disso, há o risco de acidentes: lançamentos dão errado com frequência, e uma explosão durante a decolagem espalharia a radiação por aí em vez de sepultá-la nos céus.

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Fontes: Associação Nuclear Mundial; Analysis of nuclear waste disposal into space

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