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Por que o termo “firma” é usado para designar uma empresa?

Por Bruno Carbinatto - 9 out 2020, 19h58

No papel, uma empresa pode ter dois tipos de nome: a razão social e a firma. A firma é simplesmente o nome dos sócios, como fazem muitos escritórios de advocacia. Por exemplo: Eler, Rossini & Battaglia Ltda. Também dá para fazer só com o nome do sócio majoritário: Eler & Cia. Ltda.

A razão social é quando existe um nome para a empresa, acompanhado de uma palavra que descreve sua atividade. Por exemplo: Editora Abril S/A. A palavra em si vem do latim firmare – que significa firmar, consolidar, fixar. O termo se tornou sinônimo de assinatura, no sentido de que assinar um documento é estabelecer e fortalecer um vínculo entre duas ou mais partes – no caso, os sócios fundadores.

Deonísio da Silva, da Academia Brasileira de Filologia, é o consultor número 1 do Oráculo para assuntos etimológicos. Além de esclarecer a origem de “firma”, enviou para nós, de brinde, uma curiosidade sobre a palavra “alvará”.

“Alvará” só entraria na língua portuguesa no século 14, e teve suas origens no termo árabe al-bara’ah. Esse, por sua vez, vem remotamente da expressão Lailat al-bara-ah, um feriado religioso comemorado no dia 15 de Sha-ban, o oitavo mês do calendário islâmico.

Nesse dia, os muçulmanos consideram que Alá pode perdoar os pecadores, e o al-bara’ah inicialmente também teve o sentido de um documento de perdão, como em “alvará de soltura”. Só posteriormente passou a ser usado para designar outros documentos.

Pergunta de @alexsander_avilla, via Instagram.

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