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Por que várias quedas d’água gigantes demarcam fronteiras entre países?

Por Felipe van Deursen - 24 set 2018, 13h13

Por que várias quedas d’água gigantes demarcam fronteiras entre países?
Thiago Inter, via Facebook

Caro internacionalista, isso é uma tradição com uma longa história. Traçar fronteiras com base em acidentes geográficos é comum porque é prático: montanhas ou rios são marcos que naturalmente delimitam uma área.

Além disso, há o fator segurança, já que a guerra por território foi, ao longo do tempo, um dos tipos mais comuns de conflito armado. Afinal, um reino cercado de montanhas tem menos chance de ser invadido do que um com uma cerquinha na planície.

Exemplos do tipo: o Rio Danúbio e seus afluentes delimitam parcialmente 11 fronteiras na Europa. Cataratas também separam países, como Niágara (EUA e Canadá) e Iguaçu (Brasil e Argentina). Há casos de fronteiras triplas formadas por lagos (Vitória: Quênia, Tanzânia e Uganda), montanhas (Monte Roraima: Brasil, Venezuela e Guiana) e até um glaciar (Siachen: China, Índia e Paquistão). Divisas lineares, como as que existem na África, são exceções estabelecidas por motivos políticos e burocráticos.

Fontes Livros Teoria Geral do Estado, de Darcy Azambuja, e Pensando um Continente, de Fernando Vale Castro

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