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Qual a nota máxima que alguém já tirou no teste de QI?

Quem pergunta é o Henrique Lima, de Brasília, DF


Foi 162. Nos últimos anos, três crianças conseguiram essa pontuação, no processo de avaliação da Mensa, a famosa sociedade exclusiva para pessoas de alto QI.

Isso não quer dizer que dá para cravar que esses geniozinhos são os mais inteligentes da Terra.

É que não existe um único teste padronizado para avaliar o nível de inteligência das pessoas. Mesmo entre as oficiais e confirmadas pelas ciência, há um punhado de avaliações diferentes. Só dentro da Mensa, existe três.

Além disso, essas crianças não passaram pelo mesmo teste que seria aplicado a um adulto. Essas provas levam em conta a faixa etária – só indicam, portanto, que há uma inteligência acima do esperado para determinada fase da vida. Sabendo disso, fica complicado comparar gente de idades muito diferentes.

Em terceiro lugar, vale lembrar que não existe “nota 10” quando estamos falando de teste de QI.

O Wais-IV, nome dado ao mais difundido teste de QI, não existe um teto. Pior: quanto maior a pontuação, menos ela diz sobre uma pessoa.

Uma nota 100 significa uma inteligência mediana. Pessoas de inteligência muito superior tiram a partir de 130. A partir de 160, o teste perde a capacidade de assimilar todas as nuances dessas mentes brilhantes. No fim, todos esses testes de QI têm algo em comum: depende de Quem Indica. 

Fontes: Cadu Fonseca, presidente da Mensa Brasil; livro Ungifted: Intelligence Redefined, de Barry Kaufman; Triple Nine Society.

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  1. André de Souza

    Quando os primeiros testes de QI foram desenvolvidos, e lá se vão quase um século, o conceito de “inteligência” era bem restrito. Além do mais, tinha finalidade militar. Alguém tido como inteligente deveria mostrar proficiência em testes que avaliavam sua capacidade lógico-matemática. Hoje, com os avanços da psicologia e da neurociência, o conceito de inteligência teve seus limites expandidos. Nem é mais apropriado falar em “inteligência”, no singular. As formas de manifestação da inteligência são plurais e heterogêneas, de forma que ficou impossível quantificar e comparar diferentes manifestações de inteligência. Portanto, os tradicionais testes de QI são anacrônicos, exclusivistas e não querem dizer nada!

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