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Qual é a diferença entre orquestra sinfônica e filarmônica?

Hoje, nenhuma. No passado, os nomes tinham a ver com as fontes de financiamento e as entidades que mantinham as orquestras.

Por Bruno Vaiano Atualizado em 16 dez 2020, 10h37 - Publicado em 14 dez 2020, 17h50

Hoje, nenhuma.

O termo “filarmônica”, que significa “amor pela harmonia”, tem o mesmo prefixo grego phylos que aparece em“filantropia”, o amor pela humanidade, e “filosofia”, o amor pelo saber.

Ele surgiu no século 19 para se referir a sociedades de músicos unidos pelo desejo de praticar e apresentar sua arte sem fins lucrativos. Muitas filarmônicas dos EUA eram sustentadas por mecenas na virada do século 19 para o 20.

É importante apontar que normalmente as sociedades filarmônicas batizavam orquestras homônimas, mas não consistiam apenas nas orquestras: os músicos se reuniam por outras razões e realizavam outros projetos na área cultural (como ensino de música, organização de palestras e eventos etc.)

  • Já o termo “sinfônica” costumava se aplicar a orquestras administradas como empresas, com músicos assalariados e financiamento do Estado. É uma denominação mais genérica, que advém do nome da forma musical que essas orquestras tocavam na época em que se consolidaram: a sinfonia.

    Com o tempo, porém, a nomenclatura parou de refletir os modelos de negócio. Ela permanece associada às orquestras de acordo com a tradição de cada uma. Em muitos casos, duas orquestras de uma mesma cidade podem se diferenciar pelos termos.

    As orquestras consistem em conjuntos que vão aproximadamente de 80 a 110 músicos. O número exato de integrantes conforme o arranjo da peça. Uma peça pode exigir instrumentos que outra não emprega, ou então exigir certos instrumentos em maior ou menor número.

    Pergunta de @danny.alencar40, via Instagram.

    Fontes: Konserthuset Stockholm, “What is the Difference Between a Philharmonic and a Symphony Orchestra?”, artigo de Linda Shaver-Gleason, musicóloga pela Universidade da Califórnia em Santa Barbara.

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