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Se um herdeiro de trono casar com uma herdeira de trono, quem vira rei do quê?

Nasceu George Alexander Louis, o pequeno príncipe filho de William e Kate. Muito já se especula sobre o futuro monarca inglês, mas minha curiosidade é: se o futuro rei George casar-se com outra herdeira de trono (por exemplo, Estelle, da Suécia), que título nobiliário teria no reino da cônjuge? Ele se tornaria também rei da […]

Por Oráculo Atualizado em 21 dez 2016, 09h07 - Publicado em 30 ago 2013, 19h05

Nasceu George Alexander Louis, o pequeno príncipe filho de William e Kate. Muito já se especula sobre o futuro monarca inglês, mas minha curiosidade é: se o futuro rei George casar-se com outra herdeira de trono (por exemplo, Estelle, da Suécia), que título nobiliário teria no reino da cônjuge? Ele se tornaria também rei da Suécia? Estelle se tornaria rainha da Inglaterra? Em termos políticos, que tipo de desdobramento um evento desse redundaria?
Warlley Sullivan Covre, Brasília, DF

leao

 

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Venci.

 

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Sentem-se, crianças, para uma solução moderna, igualitária e não-sexista vindo da monarquia. Se os baby princes um dia se casarem, cada um será rei do seu pedaço.

Na Inglaterra, George seria rei e Estelle, princesa consorte. Na Suécia, ela seria rainha e ele, príncipe consorte. O termo é designado para definir o marido de uma rainha ou a mulher de um rei. Existe um príncipe consorte na própria família real britânica atual: Philip, marido da rainha Elizabeth II. Grego, ele já tinha títulos de príncipe – da Grécia e da Dinamarca – antes de casar com Elizabeth. Portanto, não está na linha sucessão do trono inglês (o sucessor é Charles, filho mais velho do casal).

Quanto aos desdobramentos que esse casamento resultaria, Eliane Cardoso, professora de História Contemporânea da Universidade de Caxias do Sul (UCS), fez a gentileza de especular a respeito de sua monárquica curiosidade. Ela explica que as relações diplomáticas entre britânicos e suecos seriam aproximadas, mas nada mais do que isso. “Não teria efeitos práticos para a política de cada país. Se fosse na Idade Média ou início da Idade Moderna, isso significaria anexar territórios, mas hoje isso não faz mais sentido”, diz.

Já o professor de História Contemporânea da PUCPR Wilson Maske joga água em seu chope. Para ele, é muito improvável que essa união aconteça, já que, hoje em dia, casamentos dinásticos para estabelecer alianças diplomáticas são pouco comuns. “Essa questão está sendo superada, se já não foi. No século 20 os casamentos em todas essas monarquias remanescentes, ou pelo menos na maior parte delas, foram absolutamente por amor”, explica o professor.

Portanto, a não ser que os pequenos George e Estelle se apaixonem no futuro, essa união dificilmente deve ocorrer. Só nos resta acreditar no amor.

(crédito da imagem: TakenByTina)

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