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Um gêmeo pode desbloquear o celular do irmão por reconhecimento facial?

Se não quiser que o seu irmão mexa no seu celular, é bom pensar em outro método de segurança.

Por Maria Clara Rossini Atualizado em 9 mar 2020, 14h50 - Publicado em 21 fev 2020, 17h41

Pode. E nem precisa ser gêmeo idêntico – em alguns casos, uma pessoa bem parecida já é suficiente para burlar o sistema de segurança.

O reconhecimento facial marca posições específicas no seu rosto para te identificar, como a distância entre seus olhos ou o tamanho do seu nariz. É como se fosse um jogo de ligar os pontos – a diferença é que o seu celular chega a usar 30 mil pontinhos. Ligando todos eles, o sistema tem um belo panorama do seu rosto.

Os celulares mais avançados, como o IPhone 11, usam infravermelho para fazer o mapeamento em 3D, detectando a profundidade do rosto (dá para detectar, por exemplo, o comprimento do nariz, e não só a largura). No entanto, a maioria dos aparelhos usa o método em 2D, que é bem mais suscetível a falhas.

A lógica é a mesma, mas com algoritmos pouco complexos. Geralmente os celulares mais baratos possuem uma capacidade de processamento baixa, fazendo com que alguns modelos possam ser desbloqueados apenas com uma foto do usuário ou por uma pessoa parecida com ele, como um irmão ou outro parente.

  • Os fabricantes de smartphones admitem esse defeito. O Samsung S8, por exemplo, avisa que o reconhecimento facial é menos seguro que a senha. Por isso, a empresa recomenda que ele seja usado em conjunto com outro método, como o reconhecimento de íris ou o desenho de um padrão.

    A Apple já aposta mais na sua tecnologia. Segundo a marca, a probabilidade de uma pessoa aleatória (seu gêmeo não conta) conseguir desbloquear seu celular com a digital é de uma em uma em 50 mil, enquanto com o rosto é uma em um milhão. Mas mesmo nesse método, um gêmeo ainda conseguiria desbloquear o celular do irmão.

    Se não quiser que o seu gêmeo mexa no seu celular, é bom pensar em uma segunda forma de identificação, como uma senha de números – só não vale usar a data de aniversário.

    Fonte: Routo Terada, professor titular do departamento de ciência da computação da USP

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