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Um sniper precisa considerar a rotação da Terra ao dar tiros longos?

Por Bruno Vaiano - Atualizado em 26 abr 2019, 12h42 - Publicado em 18 abr 2019, 18h39

Sim – embora esse seja um fator sutil em comparação ao tipo de munição empregada, o vento, a temperatura, a umidade, a distância do alvo etc. O motivo é o efeito Coriolis: quando um projétil está em movimento no hemisfério norte, ele se desvia ligeiramente para a direita; quando está no hemisfério sul, o contrário.

Para entender o por quê disso, imagine duas crianças em um carrossel uma em um pônei próximo do centro, outra na borda. A que está próxima ao centro gira mais devagar, pois percorre um círculo de perímetro menor. Já a da borda gira mais rápido, pois faz a curva por fora. Pelo mesmo motivo, uma pessoa na linha do Equador gira em torno do eixo da Terra mais rápido (1600 km/h) do que uma pessoa no Trópico de Capricórnio (1530 km/h). Assim, quando um projétil sai do Equador e avança em direção aos polos, ele chega no alvo com uma velocidade ligeiramente mais alta que a do alvo em si e acaba se desviando. 

Fonte: Centro de Comunicação Social do Exército.

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