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Armazenar não é preciso

Por Redação Planeta Sustentável Atualizado em 21 dez 2016, 10h16 - Publicado em 20 fev 2008, 15h23

Quantos e-mails estão arquivados na sua conta do Gmail? Milhares, não? Quando o Google lançou seu serviço de e-mail, a idéia era estimular a cultura do “não-apagar”. Ou seja, com muito espaço para o usuário, ele não precisaria se preocupar em deletar as mensagens que recebe, mas sim em taggea-las e guardá-las para todo o sempre. O que parece um ótimo serviço, pode ter se tornado um vilão para o meio ambiente.

A equipe do nosso querido TreeHugger levantou a questão: qual será o consumo de energia que esses e-mails arquivados geram? Afinal, todos os bits, bytes, megabytes ou sei-lá-qual-tamanho-dos-arquivos precisam ficar armazenados em um servidor. O servidor, por sua vez, precisa de energia para guardar esses dados. A lógica é simples: quanto mais dados, então, mais servidores e, conseqüentemente, maior o consumo de energia.

Mark Ontkush, considerado o guru de informática da equipe do site, ficou encarregado de fazer as contas. Os números são imprecisos, mas a estimativa é um pouco alarmante. De acordo com ele, em 1999 saiu um estudo que mostra que é necessário 0,45 kg de carvão gasto em energia elétrica para armazenar 2 mb em um servidor. Essa pesquisa, contudo, sumiu da internet e está desatualizada. As novas invenções tecnológicas, segundo um outro levantamento mas de 2003, reduziram esse número para entre 10 mb e 20 mb por 0,45 kg de carvão. De qualquer maneira, a equipe do TreeHugger sabe que cerca de 3% da energia elétrica consumida nos EUA é destinada a alimentar servidores para a internet.

Não importa qual estudo está certo. É só olhar quantos megabytes estão armazenados em seu Gmail. Com certeza, é muito mais do que simples 2 mb. E para quê?

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