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Sonhos de crianças com doenças graves viram realidade com ajuda de um irlandês

Por Vanessa Daraya Atualizado em 21 dez 2016, 10h17 - Publicado em 10 abr 2015, 19h00

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A palavra “impossível” parece não fazer parte do vocabulário do irlandês Shay Kinsella, que trabalha para transformar sonhos de crianças com doenças graves ou portadoras de deficiência em realidade. Ele fundou a ONG Share a Dream Foundation* (Fundação Compartilhe um Sonho, em tradução livre) depois de conhecer uma menina de 7 anos com leucemia que desejava ir para a Disney.

A doença foi mais rápida do que todos os esforços de Kinsella para realizar o desejo da garota. E a impossibilidade de fazer esse sonho virar realidade o deixou tão arrasado que ele decidiu dedicar sua vida a levar um pouco de magia para crianças irlandesas que enfrentam difíceis obstáculos.

Sem subsídios ou patrocinadores, Kinsella depende de pessoas entusiasmadas como ele para arrecadar fundos e conseguir ajudar a garotada diariamente. Ele já devolveu o brilho no olhar e o sorriso no rosto de mais de 20 mil crianças desde o episódio da menina vitimada pela leucemia, mas centenas ainda enviam cartas todos os anos para a ONG.

Independente do desejo, Kinsella e sua equipe tentam torná-lo real. Organizam encontros, viagens e passeios para dar uma pausa nos tratamentos longos, cansativos e muitas vezes dolorosos das crianças. É o caso de Aishlinn, de 4 anos, que foi diagnosticada com câncer cerebral quando tinha apenas 10 semanas. Assim como a menina que motivou a criação da ONG, Aishlinn queria visitar a Disney e conhecer a Branca de Neve. Já John Christie, de 11 anos, que sofre de Distrofia Muscular de Duchenne, uma doença hereditária e degenerativa, teve a oportunidade de conhecer o lutador John Cena.

E estas são apenas pequenas amostras do trabalho da ONG, que já projetou o quarto de uma menina cadeirante, ajudou uma garota a gravar seu próprio CD e até fez um garoto viver a experiência de ser guarda por um dia. “Não há alegria maior do que ver o sorriso no rosto de uma criança especial que tem sofrido muito em sua vida curta e traumática, sabendo que você fez isso acontecer. É mágico”, disse Kinsella ao Independent*, jornal local.

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A ONG não realiza apenas um sonho por vez. Kinsella criou o Dream Machine, ônibus que viaja o país até crianças que não têm a possibilidade de sair de casa. Há também o Dream Concert, evento gratuito onde todos podem assistir aos shows de seus cantores e bandas favoritos.

Atualmente, a ONG está em busca de doações para criar o Dreamland Fun Centre, um parque de diversões especial na Irlanda, algo em falta no país. Somente lá há 70 mil crianças sem lugar para brincar. Uma discriminação e tanto!

Já mostramos aqui em nosso site, por exemplo, o primeiro parquinho acessível de São Paulo. Ele foi inaugurado em 2014 em uma unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), no Parque da Mooca, na Zona Leste.

A ideia de Kinsella é que em parques, eventos, viagens ou em outras oportunidades as crianças possam ser… crianças. Ou seja, que ninguém se sinta diferente. Por um curto período de tempo, todos podem desfrutar o melhor da infância ao lado de amigos e familiares, mas longe de hospitais, médicos e tratamentos. Afinal, todos têm o direito de brincar.

*Share a Dream Foundation
*Independent

Fotos: Divulgação/Share a Dream Foundation

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