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Supernovas Por Blog Das maiores galáxias ao interior das células, as descobertas da ciência que vão mudar a sua vida – ou pelo menos te deixar com uma pulga atrás da orelha. Por Bruno Vaiano

Descoberta a galáxia mais brilhante do universo

Por Fábio Marton [NASA/JPL-Caltech]   Nem só de Hubble vivem os astrônomos. A galáxia mais brilhante do universo acaba de ser descoberta por outro telescópio espacial, o WISE – Wide-field Infrared Survey Explorer (explorador de pesquisa de campo amplo de infravermelho). E isso é fundamental, porque ela também é também invisível – ela brilha mais […]

Por Redação Super - Atualizado em 21 dez 2016, 08h51 - Publicado em 26 Maio 2015, 19h05

Por Fábio Marton

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[NASA/JPL-Caltech]

 

Nem só de Hubble vivem os astrônomos. A galáxia mais brilhante do universo acaba de ser descoberta por outro telescópio espacial, o WISE – Wide-field Infrared Survey Explorer (explorador de pesquisa de campo amplo de infravermelho). E isso é fundamental, porque ela também é também invisível – ela brilha mais que tudo, mas em infravermelho, que não é captado por nossos olhos.

Batizada com o não exatamente chamativo nome de WISE J224607.57-052635.0, ela brilha com a força de 300 trilhões de sóis. Para se ter uma ideia, isso são mil vezes mais estrelas que em nosso lar, a Via Láctea. Mas a luz não vem de estrelas, mas de um buraco negro supermassivo no centro, com bilhões de vezes a massa solar, que faz com que os gases em torno dele atinjam uma temperatura de milhões de graus, emitindo imensas quantidades de luz visível, ultravioleta e raios x. Essa emissão é bloqueada por densas nuvens de poeira ao redor do buraco negro, que irradiam novamente a energia, na forma de infravermelho.

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Os astrônomos, que tem senso de humor, sim senhor, chamam esse tipo de galáxia de Hot DOG – hot dust-obscurted galaxy (galáxia quente obscurecida por poeira). A WISE J224607.57-052635.0 está a 12,5 bilhões de anos-luz de distância. Quer dizer que estamos vendo como ela era no começo do universo, que tem 13,8 bilhões de anos. De fato, os astrofísicos ainda estão buscando uma explicação em como um buraco negro pode ficar tão grande em tão pouco tempo.

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