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Os 10 melhores animes da temporada de verão

Por turma-do-fundao Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 14 out 2015, 17h34

Kaue_Locatelli
No Japão, a grande maioria dos animes é transmitida semanalmente durante uma temporada, que dura por toda uma estação climática, concluindo com 12 ou 13 episódios. Alguns ainda se estendem por duas temporadas e outros, raros casos, por mais. Estou aqui para apresentar a vocês os melhores animes que estrearam nessa temporada do verão japonês. Lembrando que essa lista é pessoal e que eu também não considerei continuações.

10) Aoharu X Kikanjuu

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Tachibana Hotaru é uma estudante do ensino médio, que se veste como um garoto. Ela acaba por conhecer Matsuoka Masamune, um anfitrião que joga “jogos de sobrevivência” nos quais as pessoas batalham com armas de airsoft, em grupos ou não. Ela aceita entrar em seu time para quitar uma dívida, mas acaba gostando tanto dos jogos que continua a mentir para ele sobre ser um garoto, pois o time de Matsuoka não permite garotas.

Se você for assistir a esse anime, saiba que você provavelmente vai precisar desligar seu cérebro. A história não faz sentido em muitos pontos e às vezes é dramática demais, além de ter um final meio insatisfatório. Porém, o foco do anime não é exatamente a história, mas os jogos e a ação neles. E isso o anime faz bem, te deixando empolgado nas batalhas e tendo alguns momentos bem engraçados pra ajudar a continuar assistindo.

Toda a parte técnica dele, como animação e o som, são bons. Nada demais. Os personagens são legais, mas podem chegar a ser irritantes, como a própria Tachibana, que fala de si mesma na terceira pessoa (coisa que eu odeio). Os outros participantes do time têm suas personalidades meio clichês, e o grande vilão da história pode te deixar meio confuso, mas no final você aceita tudo. Esse era um anime legal de acompanhar semanalmente, mas acredito que ver direto pode ser meio chato, então meu conselho é que você assista a um ou dois episódios por dia.

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9) Ushio to Tora 

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A história segue Ushio Aotsuki, que achou um demônio-tigre vivo empalado em uma lança no porão da sua casa. Ao abrir os portões que levavam até o porão, Ushio acabou liberando o cheiro da criatura e, assim, vários outros demônios menores começam a atacar suas amigas. A única opção de Ushio é libertar o demônio da lança para ajudá-lo. A partir daí, Tora, o demônio-tigre, se junta a Ushio contra sua vontade para derrotar outros demônios.

Esse é um anime adaptado de um mangá lá dos anos 90, um shounen de batalha ao estilo de Dragon Ball e tantos outros. A primeira parte é mais focada em derrotar outros demônios, então cada episódio tem um conflito iniciado e concluído no mesmo, e assim vão seguir a maioria deles. E todos os episódios têm pelo menos uma lição de moral. Ushio e Tora estão sempre brigando e sempre é engraçado. Outra coisa legal é que nenhum dos dois é tão poderoso assim, e eles sempre precisam um do outro para matar os outros demônios. A animação é sensacional, mesmo seguindo o estilo antigo do mangá, e a trilha sonora é ótima também.

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8) Gangsta

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Nicholas e Worick são uma espécie de “faz-tudo” de Ergastalum, uma cidade pobre comandada pela máfia, cheia de criminosos, prostitutas e policiais corruptos. Certo dia, um policial conhecido deles pede sua ajuda para derrubar uma nova gangue que está devastando o território em nome de uma família mafiosa. Eles aceitam, achando que será um trabalho como qualquer outro, mas logo aprenderão que aquilo é muito mais complicado do que aparentava.

Adaptado de uma mangá ainda em andamento e que está sendo publicado no Brasil pela editora JBC, Gangsta tem uma história séria e madura, com algumas piadas aqui e ali. Infelizmente esse anime tem algumas coisas meio sem explicação, principalmente na reta final, e muitos personagens pra você lembrar. O começo vai te deixar preso na tela, mas conforme o anime vai passando, você só deseja que acabe logo. E você não percebe quando acaba, porque não acaba. O final não é só aberto, é MUITO aberto. Ele simplesmente dá um tapinha na sua cara e manda você ir ler o mangá se quiser saber a continuação, porque nunca vai ter segunda temporada – o estúdio responsável pela adaptação, o Manglobe, acabou de declarar falência.

Deixando de lado todos os pontos negativos da história, ele tem uma animação média, que vai decaindo ao decorrer dos episódios, e uma sensacional trilha sonora.

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7) Shimoneta to Iu Gainen ga Sonzai Shinai Taikutsu na Sekai

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No Japão, há 16 anos foi criada a “Lei pela Ordem Pública e Moral na criação saudável das Crianças” que baniu a linguagem, comportamento e conteúdo vulgar de todo o país. Hoje, Tanukichi Okuma entrou para a mais prestigiada escola pública do Japão. No caminho para ela, ele se vê no meio do “ataque” de Blue Snow, uma “terrorista” que espalha fotos de pessoas nuas pelas ruas, incentivando a vulgaridade e tentando derrubar essa Lei. Ao chegar à escola, Tanukichi descobre que Blue Snow é a membro do conselho estudantil Ayame Kajou, que o chantageia para entrar na SOX, sua organização que luta contra a Lei.

Esse é um ótimo anime de comédia. A parte técnica dele é ok, nada mais a se falar aqui. A história do anime é bem exagerada, e isso é parte da comédia. A ignorância das pessoas desse mundo é hilária e assustadora. No entanto, às vezes o anime tenta colocar piadas demais. E Ayame Kajou é a fonte desse problema. Todas as frases dela têm duplo sentido, ou fazem apologia ao sexo ou qualquer coisa parecida, e chega uma hora que cansa e você tem vontade de socar a cara dela. Tanukichi Okuma é um cara normal demais e você provavelmente vai sentir ou inveja (a partir do episódio 4) ou indiferença dele, mesmo ele sendo o protagonista. Os outros personagens acabam se sobressaindo, pois são mais exóticos. As cenas mais divertidas do anime são protagonizadas por eles.

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6) Himouto Umaru-chan

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Umaru é um exemplo de pessoa: ela sempre tira as maiores notas na escola, respeita todo mundo, é linda e gentil. Todo mundo a admira. No entanto, quando está em casa, se transforma em uma otaku que joga videogames, lê mangás e toma refrigerante o dia inteiro. Ela vive com seu irmão mais velho Taihei, que precisa trabalhar o dia inteiro para sustentá-la.

Como o anime é adaptado de uma mangá mais curto que o normal, em um episódio nós temos várias histórias da Umaru, todas sempre muito engraçadas. Ela é mimada, birrenta e sempre exigindo que seu irmão faça tudo por ela, sem nada em troca. Dá pena de verdade do irmão dela por tudo que ele tem que suportar, e admiração por aguentar e proteger a irmã ainda assim. O anime conta com animação e trilha sonora simples, que funcionam bem para a história.

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5) Prison School

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A Academia Hachimitsu, uma escola muito rigorosa que aceita apenas garotas, acaba de anunciar que, nesse novo ano escolar, passará a aceitar garotos também. Kiyoshi Fujino é um jovem que decidiu entrar nessa escola e descobre que apenas outros quatro caras entraram também. Os cinco decidem então aproveitar o tanto de garotas naquela escola e vão tentar espiá-las no banheiro, mas acabam sendo pegos pelo conselho estudantil secreto, que os aprisiona na prisão particular da academia.

Sim, tem uma prisão na academia. Ela serve para punir qualquer um que desobedeça às leis da escola. Prison School é um anime totalmente de comédia, e você precisa saber disso pra assisti-lo, pois ele é muito exagerado, e todo o humor é baseado nisso. As situações são absurdas e você gargalha muito de tudo que os garotos passam na prisão. O conselho estudantil abusa dos garotos o tempo inteiro e você não sabe se sente pena ou ri. Os personagens são tão absurdos e exagerados quanto a história, então encaixam perfeitamente. A obra é uma ótima sátira de outros animes que valorizam demais o conselho estudantil.

Ele é adaptado de um mangá de mesmo nome e, em ambas as mídias, a arte é sensacional. Ela é séria, escura e detalhada, nos deixando muito tensos e fazendo os exageros serem mais engraçados ainda, pois tudo parece muito real. Um dos pontos negativos, em minha opinião, é que o anime cobriu cerca de 80 capítulos do mangá em apenas 12 episódios, o que deixou tudo corrido e algumas transições meio malfeitas. Mas mesmo assim vale muito a pena ver.

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4) Overlord

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Yggdrasil é um popular MMO que infelizmente vai ser encerrado. Momonga é um dos jogadores mais fortes, e decide continuar logado mesmo com o jogo fechando. Mas Momonga acaba transportado para dentro do jogo em seu personagem, e não só isso, os NPCs ganharam vida! Estando em um mundo totalmente diferente do seu e sem seus amigos com quem jogava junto, o jovem decide entrar no papel de seu personagem e dominar aquele mundo.

Overlord é adaptado de uma light novel que ainda está em andamento no Japão. Nos últimos tempos, histórias de pessoas presas em um jogo online vêm sendo feitas aos montes, e Overlord é uma que finalmente é boa. Momonga é um personagem muito interessante. Por mais que “dominar o mundo” pareça criancice, ele o faz de um jeito muito inteligente e maduro, assumindo uma personalidade um pouco diferente da dele mesmo. Ele não irá escravizar todo mundo, mas também não salvará qualquer um. Governará a todos à base da força, mas quer que o respeitem também por quem ele é: um esqueleto gigante assustador e educado.

A animação é ótima e passa muito bem a sensação daquele mundo. A trilha sonora e as músicas são sensacionais, especialmente a abertura, que combina muito com o protagonista. Os outros personagens são legais. Os subordinados da guilda são bem divertidos, mas nenhum consegue ser tão interessante quanto o protagonista. O melhor do anime com certeza é o plano de dominação mundial e os monólogos de Momonga.

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3) Gate: Jieitai Kanochi nite, Kaku Tatakaeri

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Em agosto de 20xx, um portal simplesmente apareceu do nada no meio do distrito de Ginza, em Tokyo. Do portão saíram soldados e monstros estranhos, que rapidamente fizeram uma chacina no local. Após conter a invasão, a Força de Defesa do Japão (JSDF) decide mandar um grupo para atravessar o portal e ir para a então denominada “Região Especial”. Itami Youji, um oficial otaku de 33 anos, é apontado como o líder desse grupo. A JSDF monta uma base ao redor do portal e, depois de ataques dos nativos, despacha alguns grupos menores pela Região Especial para interagir com os moradores de lá e aprender sobre a cultura e geografia local.

Também é adaptado de uma light novel já completa em cinco volumes no Japão. A ideia de colocar duas civilizações de tempos diferentes para batalhar é genial. Gate parte dessa premissa de um exército com a tecnologia atual lutando contra soldados medievais, magos e dragões. Tanto as reações do mundo normal em relação ao portal, com o perigo de uma invasão, quanto as reações do povo da Região Especial em relação à tecnologia são muito verossímeis. É divertido também ver ambos os lados tentando aprender a língua do outro.

Os personagens são ótimos, principalmente o protagonista. Será muito fácil para você, nerd de qualquer tipo, identificar-se com ele e sentir tanta inveja quanto eu ao vê-lo conhecer garotas mágicas com orelhas de gato reais. A animação é ótima também, tudo é bem detalhado, desde os cenários até os veículos da JSDF.

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2) Classroom Crisis

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A humanidade finalmente colonizou todos os planetas do Sistema Solar e espera continuar a colonizar fora dele. A história foca a quarta Tokyo, localizada em Marte, onde Kaito Sera é o jovem diretor da A-TEC, uma classe especializada na construção de motores para espaçonaves. Um novo aluno seria recebido, mas ele é sequestrado e o prazo para entregar o dinheiro do resgate não é suficiente para qualquer espaçonave chegar lá. É ai que a A-TEC vai resolver esse problema, usando uma rota proibida cheia de asteroides (e seu mais novo motor) para entregar o dinheiro do resgate a tempo.

Apesar de o primeiro episódio começar com essa premissa, a história vai muito mais além. Enquanto outros animes “mecha” focam a ação e as lutas entre robôs, Classroom Crisis nos mostra a parte econômica. Quanto é gasto para fazer uma espaçonave e quanto é perdido? Nos episódios seguintes, a Kirishina Corporation, empresa para qual a A-TEC trabalha, ameaça fechá-la, pois pouquíssimas descobertas e avanços estão sendo feitos e muito dinheiro está sendo gasto inutilmente, forçando a classe a se virar com o que tem. Como o próprio anime diz: “utilize sua inteligência e criatividade”.

A animação é boa, do começo ao fim, e é bem colorida. A trilha sonora combina, mas não é nada demais. Não há muito que citar na questão técnica, o anime brilha mesmo na sua história e nos personagens principais. Esses que são ótimos e têm uma evolução incrível até o final, incluindo os vilões da trama.

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1) Rokka no Yuusha

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Há muito tempo, um demônio conhecido apenas como Majin apareceu no continente e começou a tornar o mundo um inferno, até que uma Santa apareceu. Ela usava apenas uma flor como arma e, com ela, derrotou Majin em uma longa batalha. Porém, ela sabia que ele iria acordar novamente e prometeu que, quando isso acontecesse, seis heróis seriam escolhidos para mandá-lo de volta a seu sono e salvar o mundo. Eles receberiam os poderes da Santa e uma marca de flor apareceria em seus corpos. Não cinco e nem sete. Apenas seis. Agora, mil anos depois, algo estranho aconteceu, pois quando todos os heróis dessa geração se encontram, se veem em sete. Há um impostor entre eles, e as suspeitas acabam caindo em Adlet, um homem que se diz o mais forte do mundo.

Rokka no Yuusha é mais um anime adaptado de uma light novel. O mundo criado para o anime foi influenciado pelas civilizações mesopotâmicas e astecas, coisa rara de se ver hoje em dia. A arte é bem colorida, o que deixa esses lugares ainda mais lindos, apesar de a animação ser bem instável e ir piorando com o passar dos episódios. As músicas de abertura e encerramento e a trilha sonora são ótimas, tudo se encaixa perfeitamente com a atmosfera. O ritmo do anime é meio lento, mas nunca deixa de ser interessante.

Até agora, Rokka no Yuusha parece ser um anime totalmente clichê de aventura, e aí vem o primeiro plot-twist da história: não é só isso. Sim, ele trabalha com todos os clichês desse tipo de história, mas também consegue ser original. Como o anime só tem 12 episódios, nem todos os personagens puderam ser explorados da mesma forma. No entanto, todos têm sua personalidade e seus ideais, e o conflito gerado entre eles por causa do impostor é ótimo.

Adlet, o protagonista, nos é apresentado como um idiota, apesar de seu estilo de luta diferente, mas nos prova ao longo da série que, mesmo sendo o mais fraco dos heróis, é o homem mais forte do mundo. Tanto fãs de mistério quanto fãs de ação irão gostar de Rokka no Yuusha, pois ela tem os dois elementos em perfeita harmonia.

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