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Resenha: Capitão América – A Flecha do Tempo

Por turma-do-fundao - Atualizado em 4 jul 2018, 20h35 - Publicado em 4 mar 2016, 19h26

Pedro_Spadoni

Divulgação

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Ansioso para o lançamento de Capitão América: Guerra Civil em abril deste ano? Que tal dar uma espiada um pouco adiante na trajetória do herói? Essa é a proposta do encadernado A Flecha do Tempo (Ed. Panini, R$ 46,20, 324 págs.), quinta edição da coleção Capitão América, publicada sob o selo Marvel Deluxe.

O compilado conta com roteiro de Ed Brubaker (Gotham City Contra o Crime e X-Men: Gênese Mortal) e arte dos mestres Steve Epting (Os Vingadores e Fundação Futuro), Luke Ross (Espetacular Homem-Aranha e Vingadores) e Butch Guice (Morte do Superman e O Invencível Homem de Ferro).

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O encadernado traz as edições de 43 a 50, que abordam o desafio enfrentado por James “Bucky” Barnes ao assumir o manto de seu mestre e melhor amigo Steve Rogers, e também o que seriam as edições 51 e 52, mas que saíram como 600 e 601 para retomar a numeração original do primeiro gibi do personagem. Essas duas homenageiam a trajetória de Steve por meio da perspectiva de personagens icônicos.

O primeiro arco traz a trama principal da obra. Depois de tanto sangue derramado durante a Guerra Civil entre os heróis, Rogers decide se entregar às autoridades com o intuito de levar aos tribunais, formalmente, seu ponto de vista a respeito da Lei de Registro dos Super-Humanos. Enquanto ele sobe as escadarias do tribunal, Sharon Carter, segundo amor de sua vida, dispara múltiplas vezes contra seu corpo, sob influência do vilão nazista Caveira Vermelha. Steve Rogers morre, mas o emblemático Capitão América não pode sair de cena.

Por isso, Tony Stark, então líder da S.H.I.E.L.D, encontra James “Bucky” Barnes, ex-parceiro de Steve durante a 2ª Guerra, e entrega a ele o escudo e o eterno traje do herói. Barnes, decidido a vingar a morte de seu melhor amigo e honrar seu legado, assume a identidade de Capitão América. Porém, ao mesmo tempo, precisa exorcizar seus demônios da Guerra Fria, período no qual sofreu ferrenhas lavagens cerebrais e atuou como Soldado Invernal, a máquina de matar soviética.

Aliás, “demônios do passado” é um termo que define bem o drama enfrentado por Bucky no arco em questão. Mesmo após ter, aparentemente, vingado a morte de Steve Rogers, sua sina está longe de chegar ao fim. É durante a calmaria pós-Caveira Vermelha que um dos personagens mais sombrios do passado de Rogers e Bucky ressurge: o professor (e genocida) Zhang Chin.

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Ao longo da trama, Bucky vai descobrindo, aos poucos, o plano apocalíptico que Chin guarda para a humanidade. Conforme mergulha em suas investigações, Barnes revisita alguns cantos sombrios de seu passado, já que não é a primeira vez que ele e o professor se cruzam. Os encontros vão de missão de resgate, durante a 2ª Guerra, a execução, durante a Guerra Fria.

O enredo de Brubaker, no estilo “vai-e-vem” (encaixando passado com presente), junto à arte de Luke Ross, é digno de um longa-metragem de ação no melhor jeito Marvel de ser. O que é exatamente a questão aqui. Embora a trama possa se enquadrar perfeitamente no gênero “ação-Marvel”, isso também significa que, por mais interessante e gostosa de ler que seja, fica um pouco previsível em alguns momentos. Mas, por ser um grande resgate do passado de Bucky e Rogers, a história é quase irresistível.

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A segunda parte do encadernado engloba as edições 600 e 601 de Captain America, que, conforme dito, são as edições seguintes do mesmo gibi, mas retomando a numeração do gibi original. Aqui vale uma dica de ouro: se você, caro leitor, estiver se coçando para comprar o encadernado em questão, mas, ao mesmo tempo, estiver preocupado por não ter muito repertório no quesito “universo Capitão América”, nada tema. Comece sua leitura por essa história comemorativa.

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Com o já consagrado Ed Brubaker nos roteiros e ilustradores como Butch Guice (600) e Gene Colan (601) na arte, os personagens mais icônicos na vida de Steve, incluindo Bucky Barnes, prestam as devidas homenagens às suas lutas e conquistas enquanto Capitão América, um ano após sua morte.

No geral, o compilado A Flecha do Tempo faz juz a seu título em relação ao conteúdo que traz. Além de ser um show para os olhos, consegue agradar tanto os fãs mais ávidos do herói quanto aqueles (como eu) que apenas o conheciam “de vista”. Em contrapartida, a edição peca nos conteúdos extras, trazendo apenas uma galeria de capas e uma página dedicada ao roteirista Ed Brubaker e aos ilustradores Luke Ross, Butch Guice e Steve Epting.

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