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Resenha: Half Wild

Por turma-do-fundao Atualizado em 4 jul 2018, 20h35 - Publicado em 13 jan 2016, 15h46

Bianca_Sonnewend

Divulgação

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Se tem um tipo de leitura que todo leitor ávido ama ou odeia são as sagas. Se forem puramente fictícias e falarem de mundos sobrenaturais, melhor (ou pior) ainda. Half Wild (ed. Intrínseca, 336 pgs, R$ 20,80), livro dois da saga Half Bad, de Sally Green, existe para contrariar a ideia de que o mundo é dividido somente entre bons e maus.

Nathan, apresentado previamente no primeiro livro, parece um garoto normal, com exceção de um detalhe: toda a sua família é bruxa, mas ele é um meio-sangue. Ou seja, é um bruxo metade da Luz e metade das Trevas. E, para complicar a situação, ele é filho de Marcus, o bruxo das Trevas mais forte de todos. Será que dá pra ficar pior?

Seguindo a história do primeiro livro, Nathan se encontra na Inglaterra, um ambiente normal com humanos (também chamados de félixes), até perceber que está no meio de uma guerra entre bruxos da Luz e das Trevas.

Após passar por um ritual de iniciação e descobrir seu dom, Nathan se reúne aos bruxos rebeldes de toda a Europa para derrubar o Conselho e os caçadores, que transformaram o fato de ser bruxo em um fardo, principalmente se for um bruxo das Trevas. O Conselho de bruxos da Luz não descansará enquanto Nathan não cumprir a profecia: matar o próprio pai. A fuga do menino de qualquer lugar é constante e interminável.

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A saga de Sally Green segue o típico roteiro “bruxos maus versus bruxos bons”, deixando a desejar em alguns pontos que poderiam ser mais explorados, como a personalidade dos personagens e as conexões entre eles. A escolha entre bom e ruim está sempre presente, de forma que um meio-termo não se encaixa muito bem.

Nathan está sempre distante de todos, não confiando em ninguém e evitando se apegar. Mesmo assim, quando seus sentimentos lhe invadem, isso ocorre de forma extrema demais, como se ele próprio não conseguisse achar um equilíbrio interno. Por causa desses problemas de convivência, ele fica sozinho várias vezes e isso causa longos capítulos de divagação e sonhos.

Como quase todo segundo livro de qualquer saga, a história deixa um hiato, pois não se encerra. Logo ao terminar o livro, a sensação principal é o desejo por mais. Além disso, fica uma decepção por termos sido conduzidos a uma narrativa sem saída. Uma vez que a história é contada sob o ponto de vista de Nathan, algumas lacunas aparecem e precisam ser preenchidas. A esperança é que todos os detalhes sejam explicados em Half Lost, terceiro livro da saga, que será lançado internacionalmente em março de 2016.

A trilogia Half Bad teve seus direitos adquiridos pela Fox para a produção de filmes. Confira o trailer abaixo:

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=UIcpalOypmo?feature=oembed&w=500&h=281%5D

nota3.5

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