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Resenha: João e Maria, de Neil Gaiman

Por turma-do-fundao Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 5 fev 2016, 15h46

Bianca_Rego

Divulgação

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Todo mundo conhece a história infantil dos dois irmãos que se perdem na floresta e são quase mortos por uma bruxa que vive em uma casa de doces, João e Maria. Pois ela ganhou uma releitura pelas mãos de Neil Gaiman, cultuado escritor de diversas obras como Sandman e Caroline. A obra saiu no Brasil em uma versão de luxo em capa dura (Editora Intrínseca, 56 pgs., R$ 34,90) com ilustrações de Lorenzo Mattotti.

João e Maria (Hansel & Gretel no nome original) é uma ópera infantil muito conhecida baseada no conto dos irmãos Grimm. A fim de celebrar a exibição da peça no Metropolitan Opera em 2007, Mattotti criou ilustrações sombrias para uma exposição que aconteceria paralelamente à ópera. Os desenhos magníficos brincam com a luz e a sombra e parecem sempre querer dizer algo além do óbvio – foi a partir dessas ilustrações que Gaiman se inspirou para escrever a releitura do clássico infantil.

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A escrita de Gaiman é bem fiel à história clássica, exceto pela importante transformação da bruxa – ela agora é retratada como uma senhora que se revela canibal. Porém o estilo do autor é pesado e seria dificilmente digerido pelo público infantil que normalmente consome as fábulas.

Entretanto, as crianças não deveriam ser poupadas da releitura, que deixa claro o clima tenso da Idade Média com as guerras e mortes causadas pela fome, diferentemente das versões suavizadas que tivemos no século 20.

Sem muitas transformações na história clássica, João e Maria tem uma edição muito bem feita e recheada de belas ilustrações. É, entretanto, dispensável para quem espera uma releitura muito diferenciada.

nota3

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