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TdF Entrevista – Rolê Gourmet

Por turma-do-fundao Atualizado em 4 jul 2018, 20h34 - Publicado em 31 jan 2013, 11h19


Quer mandar bem na cozinha, fazendo pratos simples e diferentes, e ainda por cima ensinados de uma forma muito bacana? Então o canal RolêGourmet é o que você procura! Feito pela dupla PC Siqueira (vlogger que curte dinossauros e tubarões) e Otávio Albuquerque (cheio das manhas na cozinha), o canal vai além das simples receitas culinárias e junta muito humor, dicas e participações especiais.

Confira a seguir a entrevista que fiz com a dupla:

Mundo Estranho: O Rolê é para algum público específico? Tem receitas que vocês não curtem fazer?

PC Siqueira: O Rolê é para todos. Só pediram pra fazer receita vegan, mas já fizemos uma vegetariana, então tá de bom tamanho. Uma coisa que quero fazer é uma receita sem glúten, para aquela galera que não pode consumir isso. Mas até agora, todo mundo adorou o que fizemos, inclusive eu.

ME: De onde surgem as ideias para os pratos?

Otávio Albuquerque: As ideias surgem da minha fome e de coisas legais que vejo em restaurantes ou na internet. Não posso dizer que criei nenhuma receita, por mais que tenha pensado na ideia de como servir a Tortinha de Maçã na Maçã, por exemplo, ou da empratação do Burrito Bonito. Não tenho nenhuma formação, nem estudo, nem nada em culinária. Meu negócio é experimentar mesmo. Curto ver uma foto de um lanche, ou comer um prato em algum lugar e tentar reproduzir da minha própria cabeça em casa.

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ME: PC, você sentiu resistência da galera dos seus outros canais em relação ao Rolê? Os públicos são desvinculados?

PC: Não são desvinculados, afinal eu anunciei o canal primeiramente no meu vlog. No começo, até houve gente dizendo que não gostou, mas o Rolê encontrou seu público rapidinho. É um público diferente, ou que pelo menos se comporta diferente de quando está no meu vlog, o Maspoxavida. Como não existe muita opinião polêmica nem nenhuma discussão muito calorosa no Rolê, as pessoas levam mais na suavidade, sem briga nos comentários e sem me xingar também. O que eu acho muito legal, pra variar.

ME: Otávio, você aprendeu a cozinhar no YouTube? Não rolou nenhum padrinho?

Otávio: Sempre curti culinária porque sempre gostei de fazer coisas. Assistia a vários programas na TV, mas não tinha muitos recursos para brincar em casa. Durante a faculdade, eu era muito duro. Adorava cozinhar, mas não dá pra inventar muita coisa só com macarrão, hambúrguer e sobra de pizza. Meu padrinho mesmo, se teve alguém, foi o Larica Total, um programa que vi e na mesma hora reavivou meu tesão por cozinhar, que eu tinha deixado de lado por muitos anos por falta de tempo e estímulo. E o YouTube só ajudou, porque aí conheci uma galera enorme fazendo muitas coisas legais. Fico muito feliz quando vejo a galera dizendo que começou a se interessar por cozinha vendo o Rolê Gourmet.

ME: De onde surgiu o interesse de vocês por temas relacionados ao ocultismo e satanismo?

Otávio: Eu não tenho nenhum interesse nisso. Acho só engraçado, e é uma coisa que a gente brinca, eu e o PC, há anos e anos. A gente comenta só de zoeira, e fico triste de ver uma galera muito “mente pequena” que acha que, com isso, estamos querendo ofender alguém ou encampar debates religiosos. É só brinks, gente. Relaxem aí…

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ME: A Lola e o Demo já boicotaram alguma receita?

PC: Eles jamais fariam isso.

ME: De onde vocês tiram os nomes dos pratos?

Otávio: Os nomes sou eu que invento, em geral. Pode ser antes de gravar, na hora ou depois, quando vejo o vídeo pronto. Vamos no improviso!

ME: PC, aquele “segmento de drinks” que você havia comentado vai sair quando? Podemos esperar mais ideias como a dos Ursinhos Alcoólatras?

PC: Podem esperar, sim. Mas quando sai, isso eu não sei te dizer. Vai sair quando eu criar vergonha na cara pra fazer de verdade. É que, além de disperso, eu sou uma pessoa que não tem memória. Pra falar a verdade, eu esqueci dessa promessa. Mas promessa é promessa, e vai ser feito. Ano que vem vai ser melhor, este final de ano eu resolvi retomar todas as minhas tarefas na internet e fazer tudo semanalmente, acho que leva um tempo pra eu me acostumar com o ritmo frenético de novo.

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ME: Vocês já gravaram com gente como Carolina Ferraz e Cauê Moura. Otávio, quem você gostaria que fizesse participação especial no Rolê?

Otávio: Eu gosto muito da Palmirinha, mas não sei se um vídeo com ela funcionaria. Gostaria muito de gravar algum dia com o João Gordo, ou o Cazé, que são dois caras que cresci vendo na MTV, inclusive em programas de culinária lá também. Gravar com convidados é bem legal, porque pude conhecer gente tipo a Clarice, de quem sou muito fã. Mas meu favorito mesmo foi o com o Júnior Lima. Não conhecia o cara pessoalmente, mas rolou muito bem e se tornou um bom amigo meu. Nunca o teria conhecido de outro jeito. Então prefiro deixar que esses encontros rolem mais por acaso, porque acabam funcionando melhor.

ME: Quem compõe aquela galera que está sempre com vocês?

PC: Geralmente é a namorada do câmera, a namorada do Otávio, o meu irmão e o meu primo, Diego. Gente que está sempre lá na minha casa.

ME: Com que frequência as receitas dão errado Otávio? Até quantas vezes vocês tentam refazer?

Otávio: Cara, só teve uma vez que deu errado mesmo, no Chocotone Sentido da Vida. O forno do PC é muito diferente do meu, cresceu demais, não untamos as formas muito bem… ficou gostoso, mas visualmente virou uma cria de Chernobyl. Mas a gente não refez, não, porque tanto faz também, errar faz parte da cozinha, e da vida. É só errando que se aprende. Mesmo.

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