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“Capitão América 2: O Soldado Invernal” tem história mais redonda e herói mais maduro

Por Lorena Dana - Atualizado em 4 jul 2018, 20h32 - Publicado em 24 mar 2014, 18h41

por Victor Bianchin, editor da ME

De todos os heróis da Marvel que ganharam versões na telona, o Capitão América foi o que estreou pior: seu primeiro filme era uma sonolência pura, com muita falação e pouco movimento. O herói foi redimido em Os Vingadores, onde finalmente ganhou a imponência e o carisma que tem nos quadrinhos. Capitão América 2: O Soldado Invernal é a chance de o herói mostrar que segura um longa de qualidade sozinho.

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O diretor da franquia mudou: saiu Joe Johnston, que era mais versado em fantasias infanto-juvenis, e entraram os irmãos Anthony e Joe Russo, que fizeram seus nomes dirigindo e produzindo séries de TV bacanas como Community e Arrested Development. A diferença é notável: Capitão América 2 é muito mais dinâmico, rico e cheio de reviravoltas que seu antecessor.

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Na trama, Steve Rogers, o Capitão (Chris Evans) agora é um agente da S.H.I.E.L.D. a serviço de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Junto à Viúva Negra (Scarlett Johansson), ele invade um navio para resgatar reféns e se surpreende ao ver a espiã russa roubando informações do computador da embarcação. Rogers descobre que essa era uma missão secreta que ela recebeu de Fury e confronta o chefe sobre ele manter segredos de seus operativos.

Disposto a acalmar os ânimos de Rogers, Fury revela a ele o Projeto Insight, um programa que está construindo, debaixo do prédio da S.H.I.E.L.D, aeroporta-aviões capazes de dizimar cidades inteiras. O objetivo: eliminar ameaças em potencial. Rogers não gosta da ideia do programa, mas, antes que possa fazer alguma coisa a respeito, Fury sofre um atentado contra sua vida causado por um estranho sujeito chamado apenas de Soldado Invernal (Sebastian Stan).

Sem dar spoilers, basta dizer que este é o estopim do que se revelará uma gigantesca conspiração que coloca em risco não apenas a S.H.I.E.L.D., mas também as vidas de milhões de pessoas.

A trama, adaptada de uma HQ de mesmo nome publicada nos EUA entre 2005 e 2006, é bem interessante e mostra um Capitão muito mais maduro e menos caricato. Sem o conflito de autoestima que só prejudicava o primeiro o filme, o herói agora é bem mais decidido, reagindo rapidamente às ameaças e se jogando na linha de fogo sem pensar duas vezes. Melhor para Chris Evans, que nasceu para ser protagonista de blockbuster, e não ator dramático.

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Bem construída, a história equilibra cuidadosamente as cenas de ação com as outras partes, mantendo o pique e prevenindo aquela inevitável sensação de “parem com essa linguiça e partam logo para as explosões” que se tem em filmes desse tipo. O roteiro consegue criar no espectador a vontade de entender melhor quem (e o que) está por trás de todas as reviravoltas.

Outro ponto positivo é que praticamente todos os personagens coadjuvantes são bem desenvolvidos: a Viúva Negra ganha espaço para mostrar tanto os dotes atléticos quanto o cérebro, enquanto o novato Falcão (Anthony Mackie) é supercarismático e tem cenas de ação de tirar o fôlego, especialmente no fim do longa. O Nick Fury de Jackson continua durão até a medula, e muito de sua personalidade é revelado neste filme. Até Maria Hill (Cobie Smulders) ganha mais profundidade.

O Soldado Invernal é a única exceção. Apesar de emergir como um vilão falível, ele não se mostra esperto o suficiente para questionar seus chefes e nem para manipular o jogo a seu favor. Para uma máquina de matar com estratégias meticulosas, é surpreendente que ele se deixe controlar da forma como acontece.

No geral, o filme diverte ao mesmo tempo em que desenvolve os personagens e evolui o universo cinematográfico da Marvel como um todo. Há reverência suficiente aos quadrinhos para agradar os fanboys e, ao mesmo tempo, uma história redonda o bastante para prender a atenção do espectador casual. Isso sem falar que as cenas de ação são um espetáculo para os olhos: as lutas são muitíssimo bem coreografadas e o escudo do Capitão finalmente rebate nas coisas.

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Esqueça o primeiro filme: Capitão América 2 é diversão garantida e, acredite, com cérebro. Ah, e fique no cinema depois do final: há duas cenas pós-créditos, uma após os letreiros animados e outra após os tradicionais (a tela preta com texto correndo na vertical). Fãs da Marvel vão gostar de ver ambos.

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Assista ao trailer legendado de Capitão América 2: O Soldado Invernal:

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Capitão América 2: O Soldado Invernal estreia no dia 10 de abril.

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