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A caixa polêmica de Mesmer

Precursor da hipnose, psicoterapia e do tratamento de doenças psicossomáticas foi taxado de charlatão, por causa do uso do magnetismo para curar.

Na Europa do século XVIII, o uso do magnetismo para curar doenças era comum. Ninguém explicava o fenômeno, mas o fato é que um ímã amenizava dores reumáticas. Por adotar esse tipo de terapia, p médico austríaco Franz Anton Mesmer ( 1734- 1815 ) teve de deixar seu país e mudou-se para Paris.

Lá, valendo-se de uma caixa de madeira cheia de água, limalha de ferro e vidro moído, com uma tampa cheia de furos, de onde saíam tiras de ferro que funcionava como ímãs, Mesmer supostamente provoca estranhas convulsões nos doentes. Alguns, de fato, se curavam e a caixa era um sucesso. Preocupado com essa situação, em 1785 o rei Luís XVI designou duas comissões de cientistas pra investigar as propostas do médico. Além do magnetismo mineral, Mesmer acreditava em um magnetismo “animal” , próprio do homem e capaz de curar. Evocava também uma harmonia universal entre o homem, a natureza e os astros. À exceção de um dos membros das comissões – ele vislumbrou no trabalho, do médico, os fenômenos que mais tarde seriam chamados de psicossomáticos – todos os outros o condenaram e Mesmer entrou para a história como charlatão. A magnetoterapia caiu em descrédito absoluto. Apesar dos caminhos obscuros e duvidosos escolhidos por Mesmer na prática da Medicina, hoje, ele é considerado o precursor da hipnose, técnica que marcou o surgimento da psicoterapia como forma especializada de tratamento, inclusive de doenças psicossomáticas.