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A nova ficção científica

Mais cérebro, menos explosões: é a receita das novas, e supreendentes, produções do gênero

Dois dos filmes de ficção científica mais importantes deste ano custaram, juntos, 10 vezes menos que o novo Star Trek. E mais importante: estiveram entre as produções mais celebradas no Sundance, o maior festival de filmes independentes do mundo, em 2008 e 2009 (ainda não estrearam no Brasil). Nada mal para um gênero que raramente sai do mundo de altos orçamentos (e de mesmice) dos grandes estúdios. O mais recente deles é Moon (“Lua”). Trata-se de um thriller psicológico em que um homem isolado há 3 anos na Lua acaba encontrando outra pessoa ali: ele mesmo. Um filme tão inteligente quanto barato, com orçamento de US$ 5 milhões. O de 2008 é Sleep Dealer (“Traficante de Sono”): ali, mexicanos fazem trabalhos braçais nos EUA sem atravessar a fronteira: emprestam sua consciência para robôs via rede. Em suma, um filme mais cerebral e outro mais pé no chão, mas que, cada um à sua maneira, trazem uma lufada de ar fresco ao gênero que já produziu clássicos como estes aqui embaixo.

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