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Cérebro nasce em laboratório

Neurologistas americanos conseguiram pela primeira vez a proeza de multiplicar neurônios humanos, as células nervosas, em laboratório.

Os neurologistas estão vibrando na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos. Uma equipe chefiada pelo professor Solomon Snyder conseguiu pela primeira vez a proeza de multiplicar neurônios humanos, as células nervosas, em laboratório. Normalmente, um neurônio nunca se divide depois do nascimento e, além disso, dura poucos dias fora do organismo. No entanto, os pesquisadores desenvolveram um caldo hormonal em que a célula nervosa não apenas sobreviveu como multiplicou, formando em pouco tempo um tecido cerebral.

A cultura de neurônios em laboratório ajudará um sem-número de pesquisas – desde observar a bioquímica do cérebro até testar o efeito de drogas. Mas, na opinião de Esper Cavalheiro, professor de Neurologia da Escola Paulista de Medicina, o mais importante será a utilização desses tecidos em implantes para remediar os danos causados ao cérebro por bebidas alcoólicas, drogas e ainda doenças como Parkinson e Alzheimer. “Antes fazíamos essas cirurgias apenas com células de fetos recém-abortados”, conta ele, “e sempre havia o risco de rejeição.”