🔥 Esquenta Black Friday com PREÇO BAIXO! Assine Revista Impressa + Digital Premium e aproveite! 🤑

Cientistas brasileiros descrevem novas espécies de fungos na Antártica

A descoberta pode funcionar como um bioindicador para identificação dos efeitos das mudanças climáticas.

Por Manuela Mourão 5 jul 2025, 10h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h23
Cientistas brasileiros descrevem novas espécies de fungos na Antártica Priorizar nos meus resultados Google

Durante a Operação Antártica Brasileira XLI, realizada na Ilha Livingston, no arquipélago das Shetland do Sul, um pesquisador brasileiro fez uma descoberta inédita: a descrição de quatro novas espécies de fungos do gênero Omphalina no continente antártico. É a primeira vez que um grupo de cientistas brasileitos realiza esse tipo de classificação de fungos macroscópicos na região.

A pesquisa focou na diversidade, taxonomia e filogenia de fungos conhecidos por sua forma de cogumelo, que desempenham papel fundamental na decomposição da matéria orgânica e na manutenção da saúde do solo.

Fotografia das quatro novas espécies de cogumelos descobertas na Antártica, pertencentes ao gênero Omphalina.
(Fernando Augusto Bertazzo-Silva'/Alice Lemos Costa'/Cassiane Furlan-Lopes'/Maricia Fantinel D'Ávila/Evelise Leis Carvalho'/Jair Putzke'/Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer/Divulgação)
Continua após a publicidade

“Esses registros representam uma contribuição inédita para a ciência polar, ampliando significativamente o conhecimento sobre a biodiversidade da região e reforçando o papel da micologia brasileira na pesquisa antártica”, destacou Fernando Bertazzo,  doutorado na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com bolsa da CAPES e um dos autores da pesquisa.

Continua após a publicidade

Um dos resultados mais relevantes do estudo foi o registro de quatro novas espécies da família Omphalinaceae, anteriormente detectada apenas duas vezes na Antártica. Pela primeira vez, foi feita uma descrição morfológica completa de um exemplar encontrado no continente. Os resultados foram publicados na Mycological Progress. 

Continua após a publicidade

Além de ampliar o catálogo da biodiversidade antártica, o trabalho tem implicações mais amplas. Fungos como os estudados são altamente sensíveis a variações ambientais e funcionam como bioindicadores. Assim, monitorá-los permite compreender melhor como organismos vivos respondem a condições extremas, como frio intenso, radiação UV e mudanças súbitas na disponibilidade de nutrientes. “Esses organismos são altamente sensíveis às alterações climáticas e, por isso, atuam como bioindicadores, permitindo a detecção de impactos ambientais.”

Fotografia das quatro novas espécies de cogumelos descobertas na Antártica, pertencentes ao gênero Omphalina.
(Fernando Augusto Bertazzo-Silva'/Alice Lemos Costa'/Cassiane Furlan-Lopes'/Maricia Fantinel D'Ávila/Evelise Leis Carvalho'/Jair Putzke'/Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer/Divulgação)
Continua após a publicidade

“A Antártica funciona como um “termômetro” do clima da Terra, em que pequenas alterações nesse ecossistema indicam transformações maiores em curso no planeta”, explicou o pesquisador. Os dados coletados são uma base inicial para monitorar a população de fungos na região e avaliar como as mudanças climáticas poderão impactar sua sobrevivência nos próximos anos.

Segundo os autores da pesquisa, a descoberta pode ter diferentes funcionalidades: “fungos de regiões extremas, como a Antártica, podem produzir compostos únicos com potencial uso na indústria farmacêutica, agrícola ou ambiental — como novos antibióticos, enzimas ou biomoléculas adaptadas ao frio”.

Continua após a publicidade

 Vale ressaltar, lembram os pesquisadores, que a Antártica influencia diretamente o nosso país. “As correntes marítimas e massas de ar originadas na região polar têm impactos sobre as chuvas, a agricultura e os recursos hídricos em todo o território brasileiro”.

“Além disso, a pesquisa reforça o papel do Brasil no cenário da ciência polar internacional”, concluem os cientistas. “Ter brasileiros realizando pesquisas na região significa gerar conhecimento estratégico para o país, formar novos cientistas, fortalecer nossa soberania científica e contribuir para decisões globais sobre o futuro desse ecossistema essencial para o equilíbrio climático do planeta”.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Capa da revista Veja, um celular e um notebook exibindo conteúdo digital, sobre fundo escuro com o texto BLACKFRIDAY repetidoBanner de Black Friday com fundo roxo e preto, exibindo a palavra BLACKFRIDAY repetida. À direita, um laptop prateado com uma imagem de carro na tela, um smartphone com um site de notícias e uma revista Veja aberta com uma foto de comida.
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Essencial

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ESQUENTA BLACK FRIDAY

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Premium
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).