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Cientistas avistam “Estrela da Morte” destruir planeta

Por - Atualizado em 31 out 2016, 18h58 - Publicado em 23 out 2015, 17h00

Cientistas do Instituto Harvard-Smithsonian de Astronomia observaram algo nunca antes visto na história: um planeta rochoso, como a Terra, ser desintegrado por uma estrela anã branca. O objeto está a cerca de 570 anos-luz da Terra, na constelação de Virgem.

A descoberta foi captada pelo observatório espacial Kepler K2, da Nasa. A missão monitora as sombras produzidas quando ocorre uma colisão entre um corpo celestre e uma estrela.

De acordo com os dados do Kepler, a luminosidade teve uma queda regular a cada 4,5 horas, colocando o planeta em uma órbita cerca de 850 mil quilômetros distante da estrela. Isso significa que a extensão entre os dois objetos é cerca de duas vezes a distância da Terra à Lua.

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Esse é o primeiro objeto planetário visto transitando uma estrela anã branca. “Isso é algo que nenhum humano viu antes”, disse Andrew Vanderburg, autor do estudo, em um comunicado. “Estamos assistindo a um sistema solar sendo destruído.”

Vanderburg ainda fez observações adicionais com outros dois telescópios terrestres, o Minerva e o MMT. Ao combinar os dados captados, o cientista encontrou sinais de material extra orbitando entre 4,5 e 5 horas.

Além disso, ele descobriu que o choque escureceu a estrela em 40% e que o rastro do objeto possui o mesmo padrão de um cometa. Assim, ambas as particularidades sugerem a presença de uma nuvem de poluição em torno do fragmento.

Segundo os cientistas, a quantidade de poeira é tão grande que tem a massa do Ceres, um planeta anão de tamanho aproximado do estado americano do Texas.

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Teoria da poluição

A descoberta confirma uma teoria sobre a fonte da poluição por metais das anãs brancas. Geralmente, quando uma estrela atinge o final de sua vida, ela se torna ainda maior e vermelha. O núcleo quente que resta é chamado de estrela anã branca e é composto por carbono, oxigênio, hidrogênio e hélio.

No entanto, o que os astrônomos descobriram é que nem sempre uma anã branca é feita apenas desses elementos. Na realidade, algumas delas mostram sinais de metais mais pesados, como o ferro e o silício.

Para os cientistas, esse fato é estranho, pois a gravidade de uma anã branca é tão forte, que ela quase sempre submerge esses elementos. “É como a extração de ouro. O material pesado fica depositado no fundo onde nós não podemos vê-los”, John Johnson, coautor do estudo.

Devido a essa revelação, os teóricos especulam que as anãs brancas ficaram poluídas, pois consumiram asteroides e planetas rochosos. Contudo, as evidências nunca eram conclusivas. Agora, “temos uma ligação clara entre a poluição da anã branca e a destruição de planetas rochosos”, diz Vanderburg.

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Os astrônomos ainda não sabem como surgiram esses objetos rochosos. Contudo, eles afirmam que esses planetas não duram muito tempo, devido ao calor intenso da anã branca.

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