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Cientistas chineses teletransportam fóton para o espaço

Nosso teletransporte ainda não funciona exatamente como em Star Strek - mas dados vindos da Terra já foram capaz de viajar 500 km, e chegar ao espaço

Por Guilherme Eler
Atualizado em 13 jul 2017, 17h49 - Publicado em 13 jul 2017, 16h08

Não é feitiçaria, mas parece: o teletransporte é de fato a técnica mais futurística que temos para mover alguma coisa de lugar. A tecnologia para esse tipo de mudança sem esforço já existe, mas ainda não funciona exatamente como era para Spock e sua trupe em Star Trek. Isso porque apenas dados podem ser teletransportados. Nada de objetos mais complexos ou pessoas inteiras – que dirá alienígenas.

O caminho para que isso um dia seja possível vem sendo cumprido a passos científicos. A primeira experiência de sucesso fora do laboratório, por exemplo, aconteceu apenas no ano passado. E até agora, as tentativas de teletransporte por rotas mais longas ainda se limitavam à marca dos 100 quilômetros.

Mas um trabalho recente de pesquisadores chineses conseguiu estabelecer um novo recorde. Eles fizeram com que, pela primeira vez, algo teletransportado daqui da Terra fosse capaz de atingir o espaço. O fóton utilizado no experimento estava no deserto de Gobi – mais precisamente da cidade de Ngari, no Tibet – e atingiu a marca dos 500 quilômetros, alcançando o satélite chinês Micius, que percorria a órbita terrestre.

Essa viagem é possível porque a partícula não é teletransportada fisicamente. O que viaja é o conteúdo, a informação que o fóton carrega. Com o teletransporte, todas as suas propriedades são transferidas instantaneamente – graças a uma técnica complexa, chamada “entrelaçamento quântico”.

O fóton aqui da Terra se comunica com outro, presente no satélite, que foi gerado ao mesmo tempo. Diz-se que esses fótons gêmeos compartilham o mesmo estado quântico: qualquer mudança que acontecer para um deles, alterará o outro – não importa a distância que os separe. A informação trocada pela dupla é capaz de gerar uma terceira partícula, que nasce no espaço por ter recebido o conteúdo enviado da Terra. Com o download completo, o novo fóton é uma cópia idêntica do original, que já não existe mais.

“O teletransporte em escala espacial é possível, e espera-se que seja determinante para o futuro da internet quântica”, explicam os pesquisadores no estudo, que você pode acessar aqui. Antes de levar você para qualquer lugar pela lei do mínimo esforço, espera-se que o teletransporte revolucione a comunicação, fazendo com que trocas de informação e transmissões de dados aconteçam de forma quântica – aposentando os 0s e 1s do código binário.

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